quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Afiando formoes e plainas - IV (Pedras de amolar)


Como mencionado, o emprego da tecnica das lixas e placa de vidro e' perfeitamente capaz de produzir laminas tao bem afiadas quanto necessario ao bom uso de formoes e plainas. No entanto com a continuidade de seu uso, especialmente quando o volume de afiacoes por qualquer razao aumenta, os inconvenientes do metodo comecam a pesar. As lixas rasgam com facilidade e se desgastam rapidamente; uma meia-folha de lixa raramente ultrapassa a afiacao de quatro laminas, a reposicao das folhas demanda tempo, como tempo, e espaco, demanda montar toda a operacao de afiar.

Por essas e outras razoes e' comum quem se inicia pelo metodo das lixas acabar migrando para o uso de pedras, como e' comum um numero consideravel de praticantes das artes de afiacao ja se iniciar diretamente nas pedras...


PEDRAS DE AMOLAR

Pedras de amolar naturais
Pedras de amolar artificiais
 As pedras de amolar tem o mesmo uso das lixas — superficies abrasivas planas onde desgastar o fio das laminas. Ha uma imensa variedade de origem, formas, granas, possibilitando toda e qualquer operacao de afiacao, do desgaste grosso para regularizar um bizel, ate o polimento espelhado do fio. E as pedras duram anos a fio (se me perdoam o trocadilho infame), sao relativamente faceis de manter, e tem boa portabilidade, o que as tornam muito mais praticas de usar e transportar e, eventualmente, um metodo que resulta mais economico do que o scary sharp.

Ha pedras naturais, obtidas diretamente da natureza, e pedras sinteticas produzidas por um amplo espectro de tecnicas e empregando um vasto arsenal de materiais, cobrindo praticamente qualquer demanda, qualquer exigencia. Por tudo isso, as pedras de amolar sao por larga margem o metodo mais frequentemente empregado para afiacao apurada de laminas.

Nao cabe aqui uma analise mais profunda dos diversos tipos e usos das pedras de afiar; primeiro por muito limitados meus conhecimentos e entao pela imensidao do tema. Nao obstante, penso eu vale mencao nas ultimas decadas as pedras vem progressivamente encontrando competicao pelo aumento da popularidade (e diminuicao do custo, hehe) de uma concorrencia que so faz crescer...



PEDRAS DIAMANTADAS


As chamadas pedras diamantadas nao sao pedras, mas chapas sinteticas, usualmente  de aco, com uma face recoberta com uma camada abrasiva de po de diamantes.

Ha igualmente uma consideravel variedade de tecnicas construtivas e granas. Demandando um investimento inicial um pouco maior dos que as pedras de amolar, no entanto as pedras diamantadas duram muito mais, tem maior eficiencia abrasiva, sao ainda mais portateis, nao quebram, mantem sempre intacta sua geometria e praticamente nao necessitam qualquer manutencao, exceto prevenir oxidacao, ferrugem.


Ha ainda, para apuro final do fio ou, como muitos preferem chamar, para sentar o fio, o uso das pastas abrasivas em um superpolimento final....



ESTROPO


Muito utilizada ha varias decadas para sentar o fio de navalhas de barbear, a tecnica de empregar pasta de polimento para um apuro final na afiacao de laminas vem-se mais e mais popularizando entre marceneiros.

O metodo mais usual e' aplicar a pasta abrasiva sobre uma tira de sola, tira essa usualmente aderida a um bloco de madeira ou entao fixa por uma alca a um ponto fixo, como ilustrado nas imagens. Ha consideravel diversidade de substancias usualmente empregadas para a confeccao dessas pastas, o componente abrasivo variando de diferentes oxidos, mais comumente de cromo e de aluminio, ate graos de diamante, sempre com diametro medidos em poucos milhonesismos de milimetros.

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Bueno, isso e' pouco mais ou menos o que eu sei existe de variacoes quanto a metodos de afiacao para laminas de formoes e plainas. Obviamente, foi uma vista d'olhos tao ampla quanto superficial, ate porque como ja comentado faltam-me conhecimentos suficientes para tentar uma abordagem mais profunda.

O proposito aqui e' tentar reduzir, um pouco que seja, a imensa lacuna que existe sobre o tema em lingua portuguesa, e o intento foi prioritariamente informativo e nao instrutivo. Mas entao, por sugestao de um de meus sete fieis leitores, e pelo que valha, a proxima (e, suponho, final) postagem sobre o tema trara um vies mais instrutivo.

Aqui, claro, nesse batcanal...

domingo, 23 de novembro de 2014

Afiando formoes e plainas - III (Rodas de afiar)

Ha inumeros diferentes metodos e tecnicas para bem afiar laminas. Pensando sempre prioritariamente em formoes e plainas ocorreu-me tentar uma abordagem resumida de algumas, talvez as mais comumente empregadas, dessas tantas abordagens...

RODAS DE AFIAR

Exemplos de usos de discos de pedras, ou rebolos, para afiar ferramentas (e armas!) datam da mais remota antiguidade, sua construcao e ergonomia recebendo progressivas melhorias com o passar dos anos, rendendo melhores resultados e melhor desempenho. Uma manivela acoplada ao eixo para facilitar por a roda em movimento, a adicao de um cocho com agua para lubricar o processo e remover a escoria acumulada, sistemas de roldanas e/ou engrenagens para obter-se melhor ganho e melhor velocidade, e assim por diante culminando com a adicao de motores, como o motoesmeril e que tais.


Hoje, essas ferramentas contemporaneas que utilizam rebolos acionados por motores (usualmente eletricos) sao normalmente projetadas — em termos de formulacao do abrasivo e de rotacao do eixo — para obter-se o maior rendimento possivel em desgaste do material.


Do ponto de vista de seu uso para afiacao de laminas de formao ou plainas no entanto, essas maquinas apresentam severas restricoes. Exatamente porque removem muito material muito rapidamente, provocam alto aquecimento na peca e muito mais ainda, como e' obvio, na linha de abrasao, e essas altas temperaturas provocam alteracoes absolutamente indesejaveis na tempera das laminas. Por isso, no que concerne a afiacao de laminas de formoes e plainas, o uso de motoesmeril fundamentalmente e' reservado apenas para formatacao, operacoes grosseiras que envolvam relativamente grande remocao de material da lamina, como por exemplo alteracoes no angulo do bisel, correcao de danos grosseiros ao gume, etc., como nos exemplos mostrados nas fotos abaixo (clique nelas, para ve-las em maior resolucao).









Mesmo para essas correcoes mais grosseiras da lamina, quando quer se pense utilizar um motoesmeril no fio de laminas de corte e' muito recomendavel aquele rebolo de cor cinza que usualmente acompanha os motoesmeris deva ser trocado pelos rebolos de cor branca. Isso porque estes rebolos brancos sao projetados para produzirem bem menos aquecimento nos cortes e assim, usados cuidadosamente, nao produzem os indesejaveis efeitos na tempera das laminas, algo praticamente inescapavel quando se emprega os rebolos cinzas.




Evidente existe ainda no mercado mundial, alem dos motoesmeris, uma consideravel variedade de maquinas, manuais ou motorizadas, especificamente projetadas para, dedicadamente, afiar laminas, tanto para uso industrial, como para uso 'domestico', e que empregam rodas de afiar (incluindo algumas que utilizam lixas) — como pode ser facilmente verificado em uma busca por imagens no Google pela string "blade sharpening machine". Todavia raras sao as que se podem encontrar aqui no mercado de pindorama, e ahi o preco e' sempre assustador...


Mas nao e' apenas pelo custo e dificuldade de encontrar essas maquinas dedicadas que empregam rebolos que outros metodos de afiacao foram e sao muito mais frequentemente empregados.

Algo para abordarmos em uma proxima postagem...


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Afiando formoes e plainas - II (Guias de afiacao)

O metodo de afiacao scary sharp mencionado na postagem imediatamente anterior certamente funciona e pode muito bem ser suficiente para atender todas as demandas de um hobista, ou mesmo de profissionais que pouco empreguem ferramentas de corte manuais. Como tudo, no entanto, tem seus inconvenientes
  • tanto pela tendencia de nao raro rasgarem pelo uso, como por de qualquer modo, pelo desgaste do abrasivo, necessitarem ser substituidas com consideravel frequencia, as lixas precisam ser trocadas frequentemente e o processo tende a tornar-se onero$o se o volume de afiacoes aumenta;
  • e' necessario consideravel tempo para 'armar e desarmar o circo' e/ou e' preciso usualmente uma bancada dedicada onde executar as afiacoes, necessitando espaco e impermeabilizacao para evitar contaminacoes pela agua e quebra dos vidros;
  • obviamente nao e' um metodo que contemple portabilidade —
e limitacoes
  • o metodo nao se presta para afiar laminas curvas, como goivas, etc.;
  • lixas de grana fina, acima de G1200, sao dificeis de encontrar e, encontradas, costumam ser caras, limitando um maior apuro no amolar.

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Antes de darmos uma espiada em alguns outros metodos de afiacao pensei em comentar um pouco sobre o uso das guias de afiacao.



 Essencialmente, as guias sao jigs que prendem a lamina a ser afiada em um angulo constante relativamente `a superficie de afiacao (lixas, pedras, etc.), angulo este determinado pela distancia (marcada pela letra A na imagem `a esquerda) que a lamina se projeta: quanto mais a lamina sai para alem da guia, menor, mais agudo o angulo sera no bizel.

Existe uma imensa variedade de guias de afiacao, tanto fabricadas artesanalmente, como industrializadas (a foto `a direita e' apenas um pequeno mostruario), mas fundamentalmente todas fazem a mesma coisa, com maior ou menor facilidade, com maior ou menor precisao e, claro, com maior ou menor preco. (Infelizmente, como e' habitual nosso mercado e' extremamente limitado, quando nao inexistente no que toca a ofertas desses acessorios...)

Na minha sempre desconsideravel opiniao, o uso de uma guia e' extremamente util. Talvez indispensavel a quem se inicie na lide de afiar laminas, visto a necessidade de um angulo sempre constante no corte e polimento do bizel ser fundamental para obter-se uma superficie tao plana e lisa quanto possivel, ou seja, o proprio proposito da afiacao. Ha quem recomende sempre se usar uma guia, para garantir repetibilidade dos angulos e consequente precisao. Mas tambem ha quem diga que as guias de afiacao sao como a modestia e a virgindade: algo interessante de que a gente deve procurar se livrar tao logo seja possivel, hehehe.

Afora consideracoes mecanicas e ergonomicas que afligem diferentemente o uso de diferentes modelos e tipos de guias (obstrucao visual, pegada ruim, etc.), quem recomenda seu uso apenas no aprendizado — como as 'rodinhas' auxiliares nas bicicletas — aponta sempre o mesmo problema: a tendencia, especialmente nos iniciantes da arte, de aplicar durante a afiacao mais pressao no apoio da guia do que na ponta da lamina. Com isso, como a pressao na ponta da lamina varia e isso somado `a natural flexibilidade da lamina tende a causar variacoes, leves usualmente, mas variacoes do angulo, ha o risco de arredondar o fio. Para evitar-se esse problema manda a boa tecnica a pressao seja aplicada toda na ponta da lamina, com o apoio da guia (roda, rolamento, o que seja) mal e mal tocando ou, preferivelmente, nem tocando a lixa ou pedra.

Mas se o ideal e' a guia nem tocar na pedra... Entao para que usar a guia? — argumentam os que consideram seu uso superfluo.

O fato e' que afiacao, como toda atividade mecanica e' coisa que so se aprende com treino. E, como em qualquer atividade mecanica, quando com o treino se cumpre a curva de aprendizado, cada um acaba criando o seu jeito particular de como melhor praticar a arte. Cada um tem um jeito, o seu jeito, para dirigir um carro, para escrever, para serrar uma taboa, para... E, obviamente, tera seu jeito particular para afiar laminas. Uns usando, outros nao usando guias de afiacao.

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Bueno, tendo abordado uso, vantagens e desvantagens do scary sharp, ou o metodo das lixas, e o uso ou nao-uso de guias de afiacao, penso temos suficiente informacao para por maos `a obra e afiar laminas de formoes e plainas com aceitavel funcionabilidade.

Mas... Espere!
Tem mais!

Hora dessas. Por aqui...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Afiando formoes e plainas - I (Afiando com lixas)

Afiar e' preciso.

So para dar uma ideia de quanto e' preciso, tirar uma temperatura digamos, vejam que aprendizes do sashimono — a milenar arte japonesa de marcenaria fina — antes de sequer tocar em madeiras sao iniciados no longo curso de ensino (que dura um minimo de seis anos) por seis meses de dedicacao unica e exclusiva `as tecnicas de afiacao.

Uma ferramenta sem fio ou, pior, mal afiada inescapavelmente vai-se desempenhar mal na sua funcao. E e' um risco para a seguranca do usuario: por exemplo, contam as estatisticas dos paises que as mantem, mais de 90% dos acidentes com faca de cozinha que necessitam assistencia medica ocorrem por a faca estar mal afiada.

A primeira vez que senti necessidade de caprichar no afiar uma ferramenta foi com um formao velho, herdado em uma mudanca. Como e' tao comum, optei por afia-lo em um motoesmeril, daqueles com rebolos cinza. Ficou, claro, uma porcaria. Cortar ate cortava mas — relativamente ao que via em videos na Rede e `as lembrancas que tinha da minha infancia de um marceneiro profissional trabalhando — muito, muito aquem do esperado. Obviamente insatisfeito com os resultados, fui procurar na cornucopia da Teia informacoes sobre como afiar direito um formao.

Praticamente nada em portugues, mas em ingles havia uma verdadeira montanha de dados disponivel, inumeras tecnicas empregando um variado arsenal de maquinas, pedras, abordagens, um escambal. Contemplando as limitacoes de ofertas no mercado de pindorama e o consideravel custo dos implementos, acabei optando por empregar uma tecnica que havia sido desenvolvida a partir da Metalografia.

Para em seus estudos bem poder observar a superficie de metais, os metalografos empregam lixas progressivamente mais finas para alisar essas superficies ate atingir um polimento perfeito, sem riscos ou arranhoes que possam produzir artefatos ou de qualquer maneira interferir em suas imagens. Como afiacao consiste essencialmente em obter-se em uma reta o encontro de dois planos tao lisos quanto possivel, alguem teve a ideia de empregar essa tecnica de lixas progressivamente mais finas para amolar laminas, o que eventualmente evoluiu para um metodo chamado em ingles scary sharp ou, em portugues, assustadoramente afiado.

Tudo (e mais um pouco d)o que e' preciso

Os principais fatores que me levaram a escolher esse metodo foram o baixo custo inicial e a simplicidade de seu uso e manutencao. Afinal, o que e' preciso sao
  • lixas de diversas granas (eu iniciei com o que tinha: 180, 320, 400 e 600);
  • uma guia de afiacao (que encomendei dA Matriz por U$10, pelo correio);
  • uma chapa de vidro grosso (eu usei 8mm);
  • agua para lubrificar as lixas.

O vidro garante uma superficie bem plana e lisa, as lixas (novas) um abrasivo uniforme, a guia um angulo consistente e facil de setar.


Com o pequeno circo finalmente armado foi questao de colocar a placa de vidro sobre o tampo coberto com plastico (para impermeabilizar) de uma bancada, colocar as quatro folhas de lixas (cortadas ao meio) lado a lado, e molhar tudo com bastante agua (a ideia sendo que a propria agua 'cola' as lixas no vidro). Montei o formao na guia ajustando o angulo a olho: com o formao na guia e o conjunto colocado sobre o vidro, fui exteriorizando mais e mais a frente da lamina ate o bizel do formao ficar certinho paralelo ao vidro. Apertei bem o parafuso da guia com uma chave de fenda, virei o bizel para cima e comecei a lixar a parte traseira da lamina pela lixa mais grossa. Quando, ja na lixa 600, achei que estava suficientemente polida a traseira, virei o formao e, usando a guia como garantia de manter sempre constante o angulo da afiacao, iniciei a amolar o bizel, lixando em cada folha ate sentir se formar um rebordo em toda a extensao do gume. Formado o rebordo, uma ou duas passadas da parte de tras na lixa 600, e de volta ao bizel na lixa imediatamente mais fina.

Esse video de 5 minutos ahi abaixo, espero ajude a entender o que meu texto possa ter deixado confuso:

(Se ainda continuar confuso, e' so pesquisar por scary sharp no YouTube, e se fartar, hehehe...)

O fio que resultou me deixou, em comparacao ao fio que tinha obtido com o rebolo, boquiaberto!

Cacilda, o troco realmente funciona, pensei. Problemas de afiacao resolvidos, imaginei.

Tsc, tsc, tsc... Mal sabia eu, uma longa caminhada recem havia comecado.
Os proximos passos virao, uma bathora qualquer, aqui nesse batcanal.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Cadeira Sligo/Tuam — Acabada


Como prometido — ou ameacado! — algumas imagens da cadeira apos o acabamento com oleo de linhaca, goma-laca e cera. E, como sempre, quem quiser e' so clicar nas imagens para abri-las em maior resolucao.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cadeira Sligo/Tuam — Modelada






Utilizando o usual arsenal de ferramentas motorizadas e manuais — disco flap, grosas, lixadeiras, limas rotatorias, etc. — a cadeira foi devidamente modelada para uma forma, aos meus olhos pelo menos, mais fluida e agradavel.

O conforto — testado a cada passo, hehe — resultou surprendente. Tanto sentando na forma usual, com o encosto nas costas, como 'a cavalo', com o encosto contra o peito.

As fotos foram tomadas apos a primeira aplicacao de oleo de linhaca...




Quando completar o acabamento, publico mais um par de imagens, para registro...

sábado, 25 de outubro de 2014

Cadeira Sligo/Tuam — Montada















Nao. Dessa vez nenhuma queixa quanto ao comportamento do velho Pedro. Pelo contrario. Os primeiros dias realmente de primavera aqui no portinho foram absolutamente esplendidos, perfumados, luminosos, tao agradaveis quanto e' possivel encomendar.





A pintura da casa prossegue, com suas inevitaveis, custosas e desagradaveis consequencias. E inclusive aproveitei, com o vagar esperado, na medida que surgiram disponiveis tempo e vontade, para cortar as pecas que faltavam e como documentado ahi nas fotos finalmente montei a cadeira.






Imagino `a primeira vista possa parecer cortar e montar essas pecas — pernas e travessas — seja uma das partes mais simples, faceis e rapidas de executar na confeccao da cadeira. E sim, e' verdade nao e' algo que envolva maiores complicacoes; mas e' certamente a fase que exige maior precisao e atencao a detalhes pois os angulos e distancias que o posicionamento dessas pecas determinam resultam absolutamente essenciais no formato e na — indispensavel! — rigidez de um movel que ira ser submetido a consideraveis cargas e forcas de multiplas direcoes.

De todo modo, com amparo na suta para marcar corretamente os angulos, ajustes feitos com algumas montagens secas e finalmente a tensao do posicionamento mantida com grampos durante a colagem, o fato e' a cadeira esta montada, a colagem seca e o movel resultou rigido como uma rocha!

Agora, a lide de esculpir, a modelagem grossa, a modelagem fina e o acabamento. Bons programas, para desfrutar a primavera...