Tendo retornado recentemente dA Matriz recebo-lhe a visita e, ao final de relatos e risos, um presente...
Quando vi a caixa, pensei logo era um par de oculos. Mas nao. Nao era.
Era um negocio engracado...
Mas o que diabos sera isso? — pensei enquanto agradecia a lembranca mais do que o presente. Duas laminas metalicas articuladas com um 'joelho' central, tudo movel ou fixo conforme o aperto dado em tres parafusos.
Para que pode servir isso? Em que se pode usar?
Bonitinho com certeza e', mas por certo nao sera so um enfeite. Sem qualquer marca de fabricante, sem qualquer manual...
Mas nao, nao. Engano meu. Na despedida, ganho ainda um sorriso maroto e um envelope. Abro o envelope e la estava o manual. Trata-se de uma ferramenta! E la esta a informacao do fabricante:
Projetado e importado por
Chestnut Tools
Almonte, ON, Canada
Feito na China
Mmm... Pesquisando, descobri o site da Chestnut Tools e, no site, a informacao: quem revende seus (muitos) produtos e'... Lee Valley.
Ah, bom! Esta explicado onde a criatura catou a estranha ferramenta.
E, no manual de uso, nenhum texto. Apenas ilustracoes indicando empregos para o brinquedinho...
Interessante, ne?
O que fazem as pessoas...
quarta-feira, 6 de julho de 2016
domingo, 3 de julho de 2016
Madeiras vagabundas - revisitando
La bem no inicio das postagens deste blog eu comentava de como havia optado por trabalhar com algumas madeiras ditas vagabundas — pinus, eucalipto, cedrinho, etc. Passados ja varios anos, a experiencia demonstra essas tais madeiras vagabundas, tenham la as limitacoes que tem, estao longe de, como muitos apregoam, ser indesejaveis, inuteis no emprego da pratica de marcenaria, servindo apenas para uso temporario em carpintaria, e olhe la...
Afora varios dos moveis que construi ha tempos com tais madeiras e que hoje nada, absolutamente nada, mostram da passagem dos anos, constitui sem querer uma testemunha solida...
Esses restos mostrados ahi nas imagens ao lado (clique nelas para ve-las em maior resolucao) sao o que sobrou do prototipo da replica de uma cadeira de espaldar baixo do Sam Maloof, e cuja construcao foi relatada aqui mesmo, la por dezembro de 2011.
Quando encerrei a construcao do prototipo e parti para construir a versao final da cadeira, as pecas em pinus foram simplesmente deixadas de lado, sem qualquer acabamento ou cuidados de qualquer especie. Esses restos especificamente, o assento e os pes dianteiros, eu acabei utilizando para fazer uma plataforma onde subir, ja nao me lembro mais para que. Quando acabou sua utilidade, foram colocados ahi onde foram fotografados, inteiramente expostos `a intemperie, tomando sol, chuva, ventos, calor e frio, por mais de quatro anos.
Ha claros, evidentes sinais da passagem do tempo. Na cor cinza, caracteristica de todas madeiras oxidadas, algumas fissuras, algum mofo — mas o lenho propriamente esta integro, e ficaria como novo se devidamente tratado. Enquanto isso, a cola epoxi bicomponente da Redelease falhou, um dos parafusos que fixava um braco corroeu-se.
Mas o vagabundissimo pinus, afora o mofo na parte em contato com o piso, ate agora nao foi tocado por nenhum organismo xilofago: nem podridao, nem cupins, nem brocas. Como disse, repito: o lenho sem qualquer protecao esta integro, perfeitamente recuperavel sob a superficie oxidada.
O mesmo nao pode ser dito de uma outra madeira da turma dos vagabundos. Dois tocos de eucalipto que utilizei inicialmente como picador e depois, quando deixei de cortar lenha a machado, como suporte para plantas, esses mostram-se muito, muito mais afetados pelo tempo e os elementos.
Como se ve nas imagens acima, o toco menor `a esquerda foi tao carcomido que acabou abrindo-se espontaneamente ao meio, tendo agora como unica serventia alimentar a lareira. Ja o outro toco `a direita, bem maior, com uns 50-60cm de diametro, ainda resiste mas mostra indisfacaveis sinais de ataque por diversos batalhoes de xilofagos prenunciando nao passarao muitos anos antes de a bromelia que sustenta necessitar outro suporte.
Nao tenho como precisar a idade desses tocos, ate porque quando os trouxe ja estavam bem secos e acinzentados.
De qualquer modo achei valia o registro de como essas essencias usualmente tao desprezadas estao longe de ser tao pereciveis como apregoado. E, sendo bem mais faceis de ser encontradas e entao custando bem menos do que suas parentes mais 'nobres', essas madeiras vagabundas sao muito boa materia prima, e nao apenas para aprendizado e testes, mas — pelo menos na minha sempre desconsideravel opiniao — capazes de oferecer substrato muito melhor estruturado e bem mais duravel do que as chapas sinteticas usualmente empregadas na construcao de moveis.
Afora varios dos moveis que construi ha tempos com tais madeiras e que hoje nada, absolutamente nada, mostram da passagem dos anos, constitui sem querer uma testemunha solida...
Esses restos mostrados ahi nas imagens ao lado (clique nelas para ve-las em maior resolucao) sao o que sobrou do prototipo da replica de uma cadeira de espaldar baixo do Sam Maloof, e cuja construcao foi relatada aqui mesmo, la por dezembro de 2011.
Quando encerrei a construcao do prototipo e parti para construir a versao final da cadeira, as pecas em pinus foram simplesmente deixadas de lado, sem qualquer acabamento ou cuidados de qualquer especie. Esses restos especificamente, o assento e os pes dianteiros, eu acabei utilizando para fazer uma plataforma onde subir, ja nao me lembro mais para que. Quando acabou sua utilidade, foram colocados ahi onde foram fotografados, inteiramente expostos `a intemperie, tomando sol, chuva, ventos, calor e frio, por mais de quatro anos.
Ha claros, evidentes sinais da passagem do tempo. Na cor cinza, caracteristica de todas madeiras oxidadas, algumas fissuras, algum mofo — mas o lenho propriamente esta integro, e ficaria como novo se devidamente tratado. Enquanto isso, a cola epoxi bicomponente da Redelease falhou, um dos parafusos que fixava um braco corroeu-se.
Mas o vagabundissimo pinus, afora o mofo na parte em contato com o piso, ate agora nao foi tocado por nenhum organismo xilofago: nem podridao, nem cupins, nem brocas. Como disse, repito: o lenho sem qualquer protecao esta integro, perfeitamente recuperavel sob a superficie oxidada.
O mesmo nao pode ser dito de uma outra madeira da turma dos vagabundos. Dois tocos de eucalipto que utilizei inicialmente como picador e depois, quando deixei de cortar lenha a machado, como suporte para plantas, esses mostram-se muito, muito mais afetados pelo tempo e os elementos.
Nao tenho como precisar a idade desses tocos, ate porque quando os trouxe ja estavam bem secos e acinzentados.
De qualquer modo achei valia o registro de como essas essencias usualmente tao desprezadas estao longe de ser tao pereciveis como apregoado. E, sendo bem mais faceis de ser encontradas e entao custando bem menos do que suas parentes mais 'nobres', essas madeiras vagabundas sao muito boa materia prima, e nao apenas para aprendizado e testes, mas — pelo menos na minha sempre desconsideravel opiniao — capazes de oferecer substrato muito melhor estruturado e bem mais duravel do que as chapas sinteticas usualmente empregadas na construcao de moveis.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Geladeira sem luz - terminada
(Clique nas imagens para ve-las em maior resolucao.)
Com a unica demao de oleo de tungue seca, foram feitos uns ultimos retoques e entao aplicada uma generosa demao de cera domestica — que eu chamo de "cera chocolate", composta com ceras de abelha e carnauba adicionadas de graxa para sapatos marron Nugget®, dissolvido tudo em terebintina para uma pasta consistente — em todas as faces externas da geladeira.
A seguir foram colocadas as ferragens e apos uma noite secando a coisa recebeu uma... boa escovadela com escova para sapatos, hehe.
Evaporado o solvente e a cera bem estabilizada, o movel foi movido para seu lugar definitivo na sala de refeicoes ou, como eu prefiro, a "sala dos cedros".
Ahi, foi 'carregar' a pseudogeladeira/adega com sua carga: Na parte da frente em cima cervejas, vinhos na parte de tras dentro do alcapao e, em baixo, destilados e vinhos ja abertos, reservados para a culinaria.
Com a unica demao de oleo de tungue seca, foram feitos uns ultimos retoques e entao aplicada uma generosa demao de cera domestica — que eu chamo de "cera chocolate", composta com ceras de abelha e carnauba adicionadas de graxa para sapatos marron Nugget®, dissolvido tudo em terebintina para uma pasta consistente — em todas as faces externas da geladeira.
A seguir foram colocadas as ferragens e apos uma noite secando a coisa recebeu uma... boa escovadela com escova para sapatos, hehe.
Evaporado o solvente e a cera bem estabilizada, o movel foi movido para seu lugar definitivo na sala de refeicoes ou, como eu prefiro, a "sala dos cedros".
Ahi, foi 'carregar' a pseudogeladeira/adega com sua carga: Na parte da frente em cima cervejas, vinhos na parte de tras dentro do alcapao e, em baixo, destilados e vinhos ja abertos, reservados para a culinaria.
E ahi esta. Achei valeu a pena esperar uns anos para usar aquelas ferragens...
domingo, 26 de junho de 2016
Geladeira sem luz - aceleracao inesperada
(Clique nas imagens para ve-las em maior resolucao.)
Tendo modelado e posicionado a porta inferior da imitacao de geladeira sem luz, saiba-se la por que exata razao meu impeto em avancar a construcao aumentou notavelmente.
Com todas as pecas prontas e posicionadas fui tomado sei la por que estranha inquietude e acabei dando uma intensiva nas lixacoes e arremates, deixando o movel pronto para iniciar os acabamentos.
Talvez valha apontar, ja que fora as emendas em espiga e fura do esqueleto todas as demais ensambladuras foram feitas apenas com cola PUR e sem malhetes, foram utilizados apenas sete parafusos em todo o movel: tres para prender o fundo, possibilitando sua remocao a qualquer tempo, e mais dois de cada lado para fixar a divisoria interna na parte superior, como imagino se possa ver nas imagens abaixo:
Com o lixamento fino concluido, foi cortado o entalhe onde alojar o puxador da tampa do alcapao e entao aplicado cupinicida em todas as madeiras (prevencao muitissimo indicada pois ha muito brancal, especialmente nas laterais, e brancal e' ima para cupins). Seco o veneno, apliquei cera domestica (abelha, carnauba e Nugget® marron) no interior e em seguida uma generosa demao de oleo de tungue no exterior.
Devo dizer que estou algo surpreso tenhamos atingido esse ponto tao rapidamente. De qualquer maneira estamos em plena reta final, faltando apenas mais uns pequenos detalhes de acabamento e a colocacao das ferragens para dar a imitacao como concluida. Coisa que imaginei so iria ocorrer la por meados do mes que vem.
Mas e' bem assim, tsc, tsc, tsc: Nao se pode confiar em prazos dados por quem lida com madeira macica...
Tendo modelado e posicionado a porta inferior da imitacao de geladeira sem luz, saiba-se la por que exata razao meu impeto em avancar a construcao aumentou notavelmente.
Com todas as pecas prontas e posicionadas fui tomado sei la por que estranha inquietude e acabei dando uma intensiva nas lixacoes e arremates, deixando o movel pronto para iniciar os acabamentos.
Talvez valha apontar, ja que fora as emendas em espiga e fura do esqueleto todas as demais ensambladuras foram feitas apenas com cola PUR e sem malhetes, foram utilizados apenas sete parafusos em todo o movel: tres para prender o fundo, possibilitando sua remocao a qualquer tempo, e mais dois de cada lado para fixar a divisoria interna na parte superior, como imagino se possa ver nas imagens abaixo:
Com o lixamento fino concluido, foi cortado o entalhe onde alojar o puxador da tampa do alcapao e entao aplicado cupinicida em todas as madeiras (prevencao muitissimo indicada pois ha muito brancal, especialmente nas laterais, e brancal e' ima para cupins). Seco o veneno, apliquei cera domestica (abelha, carnauba e Nugget® marron) no interior e em seguida uma generosa demao de oleo de tungue no exterior.
Mas e' bem assim, tsc, tsc, tsc: Nao se pode confiar em prazos dados por quem lida com madeira macica...
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Geladeira sem luz - novos passos, de formiga
(Como sempre, clique nas imagens para ve-las em maior resolucao.)
Com o (muito) vagar determinado pelas condicoes da estacao e da minha lastimavel coluna, a construcao da imitacao de uma geladeira sem luz vai avancando.
O movel recebeu seu tampo formado por cinco ripas de cedro gaucho (brancal), deixando aberto um amplo espaco a ser fechado com uma tampa em alcapao. Na parte traseira, recebeu ainda uma travessa fixa com pocket screws paralela `a da frente, para apoio da prateleira superior que foi fixada apenas por colagem nas travessas. As travessas do tampo foram igualmente coladas sem encaixes (utilizando cola PUR, porque com o frio as colas de PVA ficam inconfiaveis), recebendo apos a cola seca reforco com cavilhas.
Nas tres imagens abaixo, detalhes da montagem do tampo, bem visiveis o escorrimento e os restos da cola expansiva (que obrigarao a adicionar mais uma inescapavel etapa `a, sempre penosa, lixacao futura).
Quando a cola secou e o grosso de excessos e escorrimentos foi removido, os bordos foram inicialmente regularizados com tupia de mao e a seguir, com a mesma ferramenta com outra fresa, arredondados.
Nas imagens ve-se, na da esquerda `a esquerda (que lingua, a nossa!), acima a tampa do alcapao e logo abaixo a porta superior; no meio o compensado do fundo do movel e entao, na extrema direita, a prateleira inferior. Na imagem `a direita, a tampa do alcapao e o topo do movel, visiveis as cavilhas que reforcam a colagem.
Na imagem `a direita pode-se ver a tampa e a porta nos seus lugares, tudo evidentemente ainda muito, muito longe de estar acabado.
A unica peca estrutural que ainda resta construir e' a porta inferior que, ate prova em contrario, tambem sera em cedro rosa.
A demonstrar o ritmo de caramujo com que a obra esta sendo levada: Se a coisa fosse para ser corrida imagino poderia ficar pronta para os acabamentos liquidos e pastosos em talvez meio dia. Se fosse no ritmo normal, com folga uns tres dias... Estou imaginando de fato vai levar uma semana ou uns 9 dias para chegar-se a concluir o lixamento fino geral. Se o implicante do velho Pedro nao inventar de chover, claro.
Mas... Quem tem pressa?
Pra que andar ligeiro?
![]() |
Frente |
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Fundos |
Com o (muito) vagar determinado pelas condicoes da estacao e da minha lastimavel coluna, a construcao da imitacao de uma geladeira sem luz vai avancando.
O movel recebeu seu tampo formado por cinco ripas de cedro gaucho (brancal), deixando aberto um amplo espaco a ser fechado com uma tampa em alcapao. Na parte traseira, recebeu ainda uma travessa fixa com pocket screws paralela `a da frente, para apoio da prateleira superior que foi fixada apenas por colagem nas travessas. As travessas do tampo foram igualmente coladas sem encaixes (utilizando cola PUR, porque com o frio as colas de PVA ficam inconfiaveis), recebendo apos a cola seca reforco com cavilhas.
Nas tres imagens abaixo, detalhes da montagem do tampo, bem visiveis o escorrimento e os restos da cola expansiva (que obrigarao a adicionar mais uma inescapavel etapa `a, sempre penosa, lixacao futura).
Quando a cola secou e o grosso de excessos e escorrimentos foi removido, os bordos foram inicialmente regularizados com tupia de mao e a seguir, com a mesma ferramenta com outra fresa, arredondados.
O passo seguinte foi construir a tampa do alcapao e a porta superior da frente, a primeira cortada de um painel feito com uma colagem de cedro gaucho e a ultima igualmente de uma colagem de cedro rosa.
Nas imagens ve-se, na da esquerda `a esquerda (que lingua, a nossa!), acima a tampa do alcapao e logo abaixo a porta superior; no meio o compensado do fundo do movel e entao, na extrema direita, a prateleira inferior. Na imagem `a direita, a tampa do alcapao e o topo do movel, visiveis as cavilhas que reforcam a colagem.
Na imagem `a direita pode-se ver a tampa e a porta nos seus lugares, tudo evidentemente ainda muito, muito longe de estar acabado.
A unica peca estrutural que ainda resta construir e' a porta inferior que, ate prova em contrario, tambem sera em cedro rosa.
- ooOoo -
A demonstrar o ritmo de caramujo com que a obra esta sendo levada: Se a coisa fosse para ser corrida imagino poderia ficar pronta para os acabamentos liquidos e pastosos em talvez meio dia. Se fosse no ritmo normal, com folga uns tres dias... Estou imaginando de fato vai levar uma semana ou uns 9 dias para chegar-se a concluir o lixamento fino geral. Se o implicante do velho Pedro nao inventar de chover, claro.
Mas... Quem tem pressa?
Pra que andar ligeiro?
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domingo, 19 de junho de 2016
Geladeira sem luz - lentamente
Com a morosidade esperada, a construcao da imitacao de geladeira sem luz progride. Rastejando...
Nao ha praticamente nenhum detalhe de interesse a comentar, exceto talvez a utilizacao de cola de contato para juntar duas chapas de face, opcao para quem como eu nao dispoe de prensa e a, mm, dolorosa constatacao a cola PVA simplesmente nao funciona em temperaturas abaixo de 10°C.
De todo modo, pensando talvez algum de meus sete fieis leitores pudesse porventura ter interesse, resolvi postar sem maiores papos umas imagens da vagarosa evolucao da coisa.
As faces laterais do movel foram construidas com duas chapas, uma em cedro gaucho (quase puro brancal) pasmado, com uma emenda central em cedro rosa, colada de face com cola de contato a um compensado laminado que foi um dia um tampo de mesa.
As chapas coladas, a face laminada do compensado para cima.
As chapas coladas, apos receberem os devidos rebaixos e o acabamento da face laminada do compensado ter sido removido/lixado, foram encaixadas e coladas nas laterais.

Pareco talvez um pouco desanimado?
Vai ver que e' porque a proxima fase... e' lixar!!
Nao ha praticamente nenhum detalhe de interesse a comentar, exceto talvez a utilizacao de cola de contato para juntar duas chapas de face, opcao para quem como eu nao dispoe de prensa e a, mm, dolorosa constatacao a cola PVA simplesmente nao funciona em temperaturas abaixo de 10°C.
De todo modo, pensando talvez algum de meus sete fieis leitores pudesse porventura ter interesse, resolvi postar sem maiores papos umas imagens da vagarosa evolucao da coisa.

As chapas coladas, a face laminada do compensado para cima.
As chapas coladas, apos receberem os devidos rebaixos e o acabamento da face laminada do compensado ter sido removido/lixado, foram encaixadas e coladas nas laterais.
Uma das prateleiras e o fundo, ja cortados.
A outra prateleira, secando nos grampos.

O fundo posicionado, em montagem seca.
Pareco talvez um pouco desanimado?
Vai ver que e' porque a proxima fase... e' lixar!!
domingo, 12 de junho de 2016
Geladeira sem luz - iniciando a imitacao
Com a morosidade que o intenso inverno precoce aqui no Continente de Sao Pedro determina — as horas com condicoes minimamente humanas de trabalho na 'oficina' praticamente ao ar livre ficando fortemente limitadas (ou entao, vai ver, porque o inverno convida `a preguica, hehe) — minha tentativa de criar um movel imitando uma das velhas geladeiras de madeira operadas a barras de gelo vai progredindo. Vagarosamente, mas vai...
Tendo, como mostrado na postagem imediatamente anterior, aparelhado as madeiras para o 'esqueleto' da carcaca do movel, marquei nelas cuidadosamente medidas a posicao para as furas nas colunas e para as espigas nas travessas. A seguir, abri as dezoito furas utilizando bedame de ½" e malho empregando, com pequenas variacoes pessoais, a tecnica ensinada pelo Paul Sellers (https://www.youtube.com/watch?v=q_NXq7_TILA).
O proximo passo foi cortar as espigas nas extremidades das ripas utilizando, para setar a serra de bancada, retalhos com a mesma altura e espessura das ripas e, para garantir o esquadro nos cortes, recorrendo ao auxilio do goniometro e do tenoning jig.
Com a serra devidamente setada e utilizando o goniometro fiz os cortes transversais para os ombros e, depois de reajustar a setagem, usei o tenoning jig nos cortes longitudinais aos veios para completar as espigas.
Apos conferir o 'casamento' dos malhetes, limpando onde necessario a fura ou a espiga, uma ultima verificacao foi feita efetuando a montagem seca das porcoes da frente e do fundo do movel:
Conferida a montagem, tornei a desmontar as emendas para em seguida refaze-las, dessa feita aplicando cola e grampos para a montagem final.
Como optei por deixar os encaixes bem justos, a montagem exigiu o emprego de malho sem rebote para assentar as emendas antes de grampear. Por isso, porque a colocacao das travessas das laterais igualmente havera de ser feita necessitando semelhante 'persuasao' — e porque esta frio, muito frio — para evitar possiveis contratempos optei por deixar a cola secar bem, deixando as pecas secando durante toda a noite antes de terminar a montagem do 'esqueleto'.
E nisso estamos...
Tendo, como mostrado na postagem imediatamente anterior, aparelhado as madeiras para o 'esqueleto' da carcaca do movel, marquei nelas cuidadosamente medidas a posicao para as furas nas colunas e para as espigas nas travessas. A seguir, abri as dezoito furas utilizando bedame de ½" e malho empregando, com pequenas variacoes pessoais, a tecnica ensinada pelo Paul Sellers (https://www.youtube.com/watch?v=q_NXq7_TILA).
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Os retalhos usados para setar a serra |
O proximo passo foi cortar as espigas nas extremidades das ripas utilizando, para setar a serra de bancada, retalhos com a mesma altura e espessura das ripas e, para garantir o esquadro nos cortes, recorrendo ao auxilio do goniometro e do tenoning jig.
Com a serra devidamente setada e utilizando o goniometro fiz os cortes transversais para os ombros e, depois de reajustar a setagem, usei o tenoning jig nos cortes longitudinais aos veios para completar as espigas.
Apos conferir o 'casamento' dos malhetes, limpando onde necessario a fura ou a espiga, uma ultima verificacao foi feita efetuando a montagem seca das porcoes da frente e do fundo do movel:
Como optei por deixar os encaixes bem justos, a montagem exigiu o emprego de malho sem rebote para assentar as emendas antes de grampear. Por isso, porque a colocacao das travessas das laterais igualmente havera de ser feita necessitando semelhante 'persuasao' — e porque esta frio, muito frio — para evitar possiveis contratempos optei por deixar a cola secar bem, deixando as pecas secando durante toda a noite antes de terminar a montagem do 'esqueleto'.
E nisso estamos...
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