quinta-feira, 17 de abril de 2014

Aprender copiando... 4


Como previsto, o passo seguinte da construcao da mesinha estilo G&G foi mesmo colocar guias na carcaca e abrir um rasgo nas laterais da gaveta para posiciona-la no devido lugar.

Com isso a construcao da base do movel estava completa. Hora de partir para o tampo, em louro-gaucho...


As laterais do tampo foram construidas com os ditos encaixes nupciais, uma variedade de espiga-e-fura passante feita na extremidade das pranchas. No caso, intencionalmente, as extremidades passantes de ambos os componentes da emenda foram deixadas longas.







Os cortes foram iniciados pelas furas. Uma maneira de fazer seria utilizando serras manuais, mas como afinal disponho de um tenoning jig fica muito mais simples e facil utilizar a serra de bancada. Como no entanto a profundidade das furas excedeu a altura da lamina da serra, foi necessario complementar os cortes utilizando uma serra manual e limpar o fundo com uma tico-tico manual e  formoes, como talvez possa ser percebido nas tres fotos acima.




As espigas igualmente foram cortadas na serra circular de bancada utilizando auxilio do tenoning jig para o corte das 'bochechas'. Mais uma vez, naturalmente, a altura da lamina da serra nao foi suficiente para cortar totalmente as 'bochechas' e foi necessario terminar os cortes utilizando uma serra manual.








No caso das furas, as irregularidades causadas pelos cortes dispares foram regularizadas com um formao largo; para regularizar as espigas (cujas irregularidades podem ser vistas na imagem abaixo) utilizei plainas: uma plaina block para as 'bochecas' e uma shoulder para os 'ombros' das espigas, ate obter um encaixe justo e perfeito nas emendas.


Isso feito, observado os encaixes resultassem bem esquadrejados, como sempre com auxilio de alguns grampos as emendas foram coladas.










Na imagem `a esquerda, as laterais do tampo ja coladas. Percebe-se as emendas passantes estendendo-se salientemente e, na face da peca, marcas a lapis determinando o posicionamento na base do movel.
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A imagem `a direita mostra a parte superior do tampo. Sobre os furos dos parafusos que o prenderao `a base da mesa pode-se perceber foram abertos furos quadrados que cobrirao os parafusos utilizando uma das caracteristicas mais salientes do estilo G&G de moveis: os G&G Pegs.

Os moveis G&G originais e a imensa maioria das imitacoes utilizam nogueira america ou mogno como madeiras principais, e esses pegs, pequenas cavilhas, sao sempre de ebano. Sao, digamos assim, uma marca registrada, hehe. Como construi-los, dar-lhes seu aspecto caracteristico... googlar por G&G Pegs resulta uma enxurrada de artigos e imagens, como e' facil constatar. Ou seja, ha dezenas, talvez uma centena de diferentes abordagens.

Possivel, conta tio Google, o metodo mais frequentemente utilizado, por talvez permitir produzir-se o maior volume em menor tempo (algo importante de se considerar, ja que um movel G&G usualmente consome varias e varias dezenas desses pegs) e' prender um sarrafinho quadrado ao mandril de uma furadeira manual e aplicar a ponta do sarrafo, girando inclinado, a uma serie progressivamente mais fina de lixas apoiadas em uma superficie algo fofa (como um cobertor). (Um video talvez esclareca melhor: https://www.youtube.com/watch?v=vXS7ToLIrQQ)




Por razoes de conforto, sempre uma coisa pessoal, muito pessoal, eu preferi empregar um outro metodo, utilizando a placa do torno para prender o sarrafinho. (O fato de o sarrafo ser quadrado e a placa ter quatro castanhas, enquanto o mandril da furadeira tem tres, certamente faz parte do, mm, conforto, hehe.)




Para o lixamento, utilizei um pequeno bloco de madeira coberto com um bombril, tudo enrolado com filme plastico, sobre o qual enrolei as lixas. Inicialmente, para dar forma, grana 80; para polir G180 e depois G280. A fofura da superficie e' para se possa obter a usual e desejada forma de 'travesseiro' no topo da cavilha.


A cada topo moldado, foi cortada a cavilhazinha com serra manual. Com um formao, uma por uma as bases foram chanfradas e assim
uma duzia de pequenas cavilhas — mais uma, para chegar-se a 13 e dar sorte, hehehe — foram cortadas.







Ahi o tampo foi devidamente fixado no corpo da mesa, com parafusos e um pouco de cola, e os pegs foram colocados nos furos, tambem com um pouco de cola e a gentil persuasao de um malho!

E com isso a montagem da mesa estava concluida!



Agora e' deixar um par de dias fermentando. Para ir olhando, analisando, ver se ha alguma coisa ainda por fazer, algo esquecido, alguma coisa errada que passou desapercebida. E entao partir para os acabamentos.

Algo para outra bathora, aqui nesse batcanal...

sábado, 12 de abril de 2014

Aprender copiando... 3





O passo seguinte na construcao da mesinha no estilo Greene & Greene foi modelar, primeiro as 'saias' e entao as travessas entre os pes. O design foi criado em um programa de desenho no computador e impresso em papel que foi entao devidamente colado nas madeiras, e o cortes feitos na serra de fita e na tico-tico de bancada.

Na foto `a esquerda, os moldes impressos aplicados com cola e iniciados os recortes nas 'saias'.





Alem dos recortes, as saias receberam ainda um rebordo aderido com cola na sua linha inferior.

Na foto, colados os moldes para os quatro rebordos, prontos para recortar.


Os rebordos ja recortados foram entao colados na linha inferior das 'saias', como se pode ver ahi na imagem `a esquerda.

-- oOo --


O proximo passo foi recortar as travessas para serem colocadas entre os pes laterais da mesinha. Utilizado o mesmo metodo de criar o design, imprimir em papel e entao cortar na madeira, o resultado se ve na imagem abaixo:


Tao logo recortadas, constatei as espigas nas travessas resultaram muito pequenas, demasiado delicadas; nao apenas ficaram muito frageis, como cortar as furas para elas seria problematico, necessitando um mini-formao que nem tenho. Optei por simplificar, serrei fora as espigas e resolvi fazer a fixacao utilizando parafusos (algo bem compativel com o estilo G&G, diga-se).


A proxima etapa foi cortar uma viga para unir as travessas, para enrigecer a estrutura dos pes.

Na imagem `a esquerda ve-se os pes, com a seta vermelha apontando um dos parafausos que entraram para substituir o encaixe espiga-e-fura e,`a direita, as travessas ja furadas para receber os parafusos e unidas pela nova viga com um encaixe espiga-e-fura passante.

Com essas pecas ja modeladas e os encaixes aprontados, foi possivel entao efetuar-se a primeira montagem seca da base da mesinha:



Utilizando entao a porcao frontal da 'saia' do movel, hora de fazer uma gaveta...

As laterais e o fundo foram dimensionados, os encaixes foram cortados quadrados, em 'caixa' (box joint), obedecendo o estilo G&G. Para o fundo, uma prancha utilizando retalhos. E entraram em acao cola e grampos...



Enquanto secavam as colagens, aproveitei para criar e aplicar uma modelagem para aquela viga entre travessas mencionada acima, que me pareceu estava destoando um pouco do estilo geral da mesa. O resultado e' o que se ve na imagem `a direita.


Secas as colagens, a prancha para o fundo da gaveta foi devidamente planeada, dimensionada e recebeu rebaixo em tres cantos, de forma a entrar bem justa na 'moldura' dos lados da gaveta. Isso feito, cola e grampos aplicados e... pronta a montagem da gaveta:




Foram entao cortadas e aplicadas, com cola e parafusos, guias na porcao interna das laterais das 'saias' da mesa por onde devera deslizar a gaveta — apos receber um rasgo em suas laterais, provavelmente o proximo passo da construcao...


-- oOo --


E assim, ao final de praticamente duas semanas de suores e labores, eis o que ha para mostrar:


O que talvez ajude a entender por que moveis mais elaborados em madeira macica ocupem tao estreito nicho em nosso mercado atual...


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Aprender copiando... 2

Naturalmente, o projeto da mesinha 'copiada' tinha de iniciar por aparelhar e dimensionar as madeiras. Como consegui obter duas madeiras que nunca havia utilizado antes — roxinho e maracatiara — foram as que resolvi empregar.



`A esquerda a maracatiara e `a direita o roxinho nas fotos; as pecas foram aparelhadas utilizando a serra de fita para desdobrar, e entao desempenadeira, desengrosso e serra de mesa.


As dimensoes foram determinadas no 'olhometro', hehe...



Os sarrafos de roxinho, os futuros pes da mesinha, receberam entao as primeiras modelagens.


Na serra de mesa, primeiro utilizando um dado blade set foram feitos os rebaixos escalonados da elevacao em dois lados adjacentes (os interiores) da parte inferior dos pes,





e entao os outros dois lados restantes (os exteriores) foram afunilados em direcao ao topo, utilizando uma lamina comum e um jig.



Adicionalmente, os 'degraus' formados entre os rebaixos na parte inferior dos pes foram, utilizando uma plaina manual, transformados em rampas a ~45°. A seguir, as taboinhas para formar a 'saia' da mesa foram dimensionadas, e selecionei e aparelhei um pedaco de louro gaucho para formar a estrutura do tampo quando for a hora. Todos reunidos na imagem abaixo:



O proximo passo foi marcar e, utilizando tupia inicialmente e entao formoes e serras manuais, cortar as furas e espigas para encaixar as 'saias' no topo dos pes, que e' onde estamos.

-- oOo --

O processo todo da construcao vem sendo extremamente demorado. As razoes, fundamentalmente porque o "como fazer" vai sendo desvendado na medida em que as coisas estao sendo feitas; como gosto, nao existe um projeto, apenas uma ideia que vai tomando corpo, e isso significa que cada passo tem de ser imaginado e analisado antes de ser posto em pratica.

E nisso — claro! — varias coisas dao errado, na pratica.

Nao pretendo aborrecer meus sete fieis leitores com uma tediosa lista de todos os incontaveis erros que cometi e ainda vou cometer no processo. Apenas aponto sao esses tantos erros, pelo menos na minha sempre desconsideravel opiniao, talvez o mais importante mecanismo no aprendizado, tanto do desenvolver-se um design, como do uso de diferentes ferramentas na execucao das montagens. A cada erro cometido, vem a licao de por que ocorreu, como evita-lo e, importantissimo, como corrigi-lo...

Alias, sempre que possivel prefiro, ao inves de refazer uma peca onde pratiquei uma besteira, tentar um conserto, e manter esse conserto como uma cicratiz de batalha, digamos, uma testemunha ajudando a manter mais viva a memoria da licao.

Como alias foi e e' o caso justamente da emenda retratada ali em cima. Se repararem bem (clicar as imagens abre uma pagina mostrando todas em alta resolucao), bem do lado da fura ha um reparo colado: em funcao de ter posto o lado errado da peca contra a guia da tupia, eu havia rasgado a fura errado, o que so constatei depois da cag, digo, do feito. Possivelmente levaria menos tempo e daria menos trabalho refazer o pe, mas preferi toda a encrenca de acertar e colar um 'bacalhau' para encher o buraco, depois de seco acertar tudo com serra e plaina manuais para entao voltar a cortar a fura, agora no lugar certo:

As setas apontam o 'reparo' colado para, literalmente, tapar o furo

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Aprender copiando... 1

Ja mencionei aqui em outra postagem minha apreciacao do estilo Arts&Crafts, especialmente das obras dos irmaos Greene, nao pouco por sua sutil introducao de um, digamos, marcado tempero oriental nos seus designs. Aprecio tanto que, como mencionei naquela postagem, adquiri um ebook para ver imagens dos belissimos moveis projetados pelos irmaos.

Obviamente, veio a comichao de (nem sequer sonhar com um original: nas raras oportunidades que alguma peca de Greene&Greene seja posta `a venda a concorrencia e' de museus para cima!) tentar copiar alguma coisa dos mestres — sendo os esforcos necessarios para a copia na minha sempre desconsideravel opiniao a mais eficiente forma de aprendizado. So que copiar Greene & Greene nao e' bolinho. Em compensacao poucas coisas na vida mais recompensantes do que cocar uma coceira, hehe...

Dai que, havendo conseguido umas pranchas de (boas) madeiras com que nunca ate hoje trabalhei e que ficam-me provocando a emprega-las, resolvi tentar a empreitada. Obviamente nao tenho intencao alguma de iniciar por algo tao complexo como a mesa da foto ahi acima; certamente muita areia para meu caminhaozinho. Com o que sai `a cata na Rede de alguma coisa mais compativel com meus assumidos limites e, gracas aos inestimaveis servicos do velho e sempre prestimoso tio Google, acabei encontrando essa mesinha:


A ideia, como de habito, nao e' tentar uma replica exata do movel mas utilizar a imagem como um padrao inspiracional, digamos, e ir introduzindo modificacoes, adendos, supressoes, ao sabor do que for indo acontecendo durante o desenvolver da encrenca. E ver que bicho que vai dar, no final.

Esperando, claro, que nao acabe tudo servindo de alimento ao grande reciclador...



domingo, 23 de março de 2014

Ferramentólatra - acao

Como, digamos assim, um acabamento para minhas postagens anteriores relato que, tendo chegado as baterias para a nova serra e com a colocacao de umas esponjas para manter tudo no lugar, a confeccao da caixa ficou completa:


E aproveito para contar que o primeiro uso da serra na 'oficina' (foi testada antes na poda de alguns galhos no jardim, hehe) foi nobre: cortar uns vigotes 5x5 de eucalipto, primeiro passo na cofeccao de parafusos de madeira para minha morsa de dois parafusos.

Em pirimeiro plano a serrinha e o vigote; atras os mordentes da morsa de dois parafusos

Decidi trocar os parafusos da morsa porque os parafusos originais haviam sido feitos em cedro-rosa e, esta sendo uma madeira muito macia, o fio das roscas havia cedido com a pressao dos apertos inclusive, em algumas operacoes demandando um aperto mais firme, dando 'escape' e afrouxando o arroxo.

Optei por utilizar entao madeira de eucalipto, por ser bem mais dura do que o cedro-rosa (e por ter varios vigotes disponiveis, sobra do conserto do telhado da casa). Na foto `a esquerda e na maior, abaixo, ve-se `a esquerda na imagem os dois parafusos velhos, no centro o parafuso de prova, sacrificial, que foi usado para calibrar a profundidade do corte da rosca, com a seta verde apontando uns defeitos da madeira (motivo da escolha desse fragmento para o sacrificio) e, `a direita, os parafusos novos com a adicao de uns regalitos apontados pelas setas vermelhas: um parafuso de maquina colocado e colado com epoxi na extremidade de cada manipulo — para poder utilizar uma parafusadeira com um soquete quando desejado girar os parafusos com mais pressa, hehe — e um furo passante nos manipulos para permitir apertos mais fortes, utilizando por exemplo uma chave de parafuso, quando necessaria forca maior no aperto.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Ferramentólatra - a caixa

(Como sempre, clicar nas imagens abre versoes com maior resolucao.)

Como mencionei na postagem anterior, julguei estava na obrigacao de construir uma caixa onde alojar na sua bandeja premoldada a serrinha sabre, o recem-chegado e mais recente icone do meu altar de ferramentolatria. Sim, certo: tenho varias ferramentas mais nobres, mais caras e mais delicadas guardadas sem qualquer embalagem. Mas... fazer o que? Jogar fora a bandeja? Nao, nao, nem pensar. Sacrilegio! Pecado mortalissimo, imperdoavel.

Fazer a caixa, inescapavel obrigacao. E ponto.

No primeiro momento pensei fazer a caixa com compensado. Mas qual a graca? O que poderia aprender? Optei entao por utilizar sobras de madeira macica: reciclar a sucata e' sempre uma boa obra e nessa lida sempre ha o que aprender ou, no minimo, treinar. Catando entre os restos, encontrei um retalho de cedro-mara suficiente para fazer base e tampa da caixa, e um sarrafo de cedro-rosa para as laterais. O detalhe e' que ambos os cedros para executar-se o, mm, projeto, precisariam ser desdobrados, cortados ao meio na espessura. Como a ideia era aprender e nao havia nenhuma pressa, resolvi executar algo que so havia visto em videos: desdobrar as pecas na mao, utilizando um serrote ryoba, japones. Usei um graminho para marcar uma linha de metade da espessura em todos os lados da chapa de cedro-mara, e pus maos `a obra...

Um belo — e prolongado! — suador foi o custo, mas cortando e girando a chapa, cortando e girando, cortando e girando eventualmente consegui criar duas placas mais finas da placa mais grossa. Mas como, regra, sempre acontece quando se faz algo pela primeira vez e sem instrucao por alguem com experiencia, cometi alguns erros e como imagino possa ser visto na imagem abaixo o resultado apresentou algumas... mm, digamos... imperfeicoes.


Ficou um buraco de um lado (o direito, na foto acima) e um correspondente calombo do outro. Tudo bem, aprendi. E da proxima vez — se houver uma proxima vez! — ja sei o que fazer para evitar.

De todo modo, hora de aparelhar e dimensionar as chapas para fazer base e tampa da caixa. E ja que estava no embalo de ferramentas manuais, toquei em frente utilizando plainas de mao, uma scrub plane cortando na transversal dos veios para rebaixar o grosso e depois uma jack plane (a da foto), primeiro cortando nas diagonais dos veios e entao a favor dos veios para aplainar e deixar paralelas as faces largas das placas.

Outro suador!

Suei tanto que julguei a unica atitude nobre cabivel naquele momento era pausar tudo imediatamente e partir para uma reidratacao aguda. Com auxilio de umas long necks. E uns salgadinhos para parar de perder liquidos, por supuesto...

No outro dia, recuperado, hidratado, descansado, voltei para desdobrar o sarrafo de cedro-rosa. No entanto, considerei que repetir o processo com serrote e plainas manuais seria uma repeticao desnecessaria, tediosa. Para variar, so para variar, para treinar outras tecnicas, desenvolver o aprendizado, e tudo, e tal, desdobrei o sarrafo foi na serra de mesa mesmo, aplainei no desengrosso em duas passadas e dimensionei na serra de esquadria. Um tapa, dois toques, quando vi estava feito. E praticamente sem nem uma gota de suor! So um monte de poeira no ar, no corpo, nas roupas, mascara, oculos e tapa-ouvidos...

Ahi com a madeira toda aparelhada e dimensionada foi so rotina: montar a caixa, o unico regalito a colocacao de encaixes em cauda-de-andorinha nas laterais, envenenar tudo com cupinicida depois das — argh! — lixas, acabamento com oleo de linhaca e cera, dobradica, alca e a cereja do bolo: colocar a bandeja.




Colocada a serra e as laminas na bandeja dentro da caixa, agora so ficaram faltando as baterias.

Que vida, essa de hobista... Ta sempre faltando alguma coisa, hehehe.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Ferramentólatra - a encomenda

Pois a encomenda que mencionei ter feito na postagem anterior chegou, faz pouco. Veio incompleta, infelizmente...

Ha alguns anos o transporte de baterias de litio tem sido problematico, especialmente por via aerea. A confusao, imagino eu, iniciou-se quando alguns Boeing 787 apresentaram incendios a bordo e descobriu-se o fogo iniciara-se por certas baterias dos circuitos da aeronave, de litio, haverem-se incendiado por motivos cuja especificidade desconheco, mas provavelmente por sobrecarga. O fato e' que a partir dai as baterias de litio passaram a ser consideradas cargas perigosas e seu transporte e' hoje estritamente regulado.

Localizacao das baterias (de litio) nos Boeing 787 Dream Liners

O resultado e' inumeras industrias que produzem equipamentos que utilizam essas baterias, buscando contornar as restricoes de transporte passaram a embalar tais produtos SEM as baterias. E' o caso de inumeras maquinas sem fio utilizadas em marcenaria.

E, infelizmente, foi o caso da minha encomenda.

Um brinquedinho que quando lancado ha par de anos no Primeiro Mundo eu imaginei me poderia ser util, muito util, e coloquei na lista de desejos. Claro, como e' potencialmente util, muito util, ainda nao foi lancado aqui em pindorama — provavelmente porque a administracao do fabricante mantem continuado conluio com o velho Pedro na pratica de irritante e interminavel implicancia, so pode ser.

Trata-se de uma pequenina serra reciprocante, ou serra sabre, sem fio, da Bosch. Denominada PS60 nA Matriz, e GSA 10.8LI  no resto do mundo.


A minha, essa ahi acima e nas demais fotos, veio dA Matriz em uma caixa de papelao contendo a maquina, duas laminas, uma para madeira e outra para metal, e uma bandeja onde tudo cabe bem direitinho. E sem as baterias e sem carregador, que isso e' vendido `a parte, e nao pode viajar de aviao.


Por acaso (e sorte) eu tenho outras ferramentas que utilizam essas baterias, de tal forma que enquanto tento equacionar alguma maneira de conseguir trazer-lhe um par de baterias, o brinquedinho absolutamente nao vai ficar sem uso.

E entao, ja que a L-Boxx, o estojo 'oficial' nao veio, naturalmente vou ter de me submeter `a terrivel trabalheira de confeccionar uma caixa, um estojo onde alojar a mais recente joia devidamente acomodada em sua bandeja. Mas.. fazer o que? A vida de hobista e' mesmo um trabalhao sem fim, hehehe...


E e' isso.

Quando houver, conto novidades.