quinta-feira, 31 de julho de 2014

Outro relogio







Devo confessar fiquei algo supreso com a velocidade com que os dois relogios que tinha feito 'evaporaram'.

De todo modo, restaram duas maquinas e dois mostradores com ponteiros, e embora eu tivesse ideias de construir uma engenhoca com um design meio estranho, semelhante a isso ahi na imagem `a direita, a verdade e' imaginei uma coisa dessas teria enormes chances de tambem 'evaporar', hehe. Entao...

-- oOo --


Visando poupar meus sete fieis leitores de detalhes desnecessarios, desinteressantes e enfadonhos, digo logo que acabei foi optando por aproveitar os dois pares de maquinas e mostradores restantes em objetos mais praticos, e relativamente uteis. Ou seja, um relogio para a cozinha e outro para a 'oficina'. (Nada com possibilidades de despertar a cobica dos amigos, claro.)

O da cozinha, terminei hoje...



Tomada `a noite, com luz de tungstenio e a tira de LEDs

O da 'oficina', comecei a pensar no design. Algo simples e, claro, `a prova de po...

Veremos, qualquer bathora dessas...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Relogio II - feito!







Como, saiba-se la por que, o velho Pedro resolveu nos brindar com um trailer de primavera em meados de julho, aproveitei a colher-de-cha e consegui terminar o meu segundo relogio.


Do ponto de vista de marcenaria propriamente, nada de mais, nenhuma tecnica mais saliente ou nova, uma simples caixa. Inclusive as decoracoes eu preferi deixar em um minimo, nao tanto por preguica mas porque a regra e' sempre um monte de enfeites e eu queria ver o jeito que iria ficar bem simplesinho. O unico regalito foi aplicar uma tira de LEDs para iluminar o mostrador; achei que ia cair bem e, para o meu gosto pelo menos, ficou mesmo um efeito legal.




Tendo terminado a peca hoje, atualmente o relogio esta pendurado em uma parede da 'oficina' aguardando os acabamentos finais. Nao tenho a menor intencao de colecionar relogios e a verdade e' que nao tenho mesmo lugar para ele dentro de casa. Mas, claro, candidatos e candidatas nao faltam para dar-lhe um lar com direito a posicao de destaque, hehehe...





Bueno, agora e' ir bolando como executar um design nada ortodoxo que imaginei para o terceiro e, imagino, ultimo relogio da serie.

Vamos ver...


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Relogio II - passos de formiga

Finalizado meu primeiro projeto de relogio, imaginei fazer um outro modelo, de parede, tambem com pendulo e tambem utilizando uma maquina a quartzo, eletrica.

Tendo decidido por uma ideia basica, resolvi iniciar pelo mostrador, por ser o parametro para todas as demais medidas. Um circulo de compensado com uma 'moldura' segmentada de doze taquinhos de roxinho, tudo levado ao torno para regularizar e entao um mostrador em papel, feito na impressora a partir de um desenho com software, colado no fundo de compensado e entao 'envelhecido' com cha da india e um pouco de goma-laca. Progresso evidente, ja tinha meu parametro. Era dia 24 de junho passado...

A seguir, iniciei a montagem das laterais da caixa que sera o gabinete do relogio. Para variar, sendo um projeto eminentemente experimental, resolvi fazer uns testes, umas experiencias. E ahi o velho Pedro resolveu exercitar sua implicancia e bloquear meu uso da 'oficina' com uma metereologia infernal. E entao comecou o torneio de Wimbledon. E a historia do relogio comecou a se arrastar, quase parando...

Nao vou encher linguica com detalhes irrelevantes. A unica coisa que de fato rendeu aprendizado foi que resolvi testar por que cargas d'agua quando se faz uso de paineis elevados, almofadas, se deixa sempre o trilho mais curto entre os longos. Obviamente, resolvi fazer ao contrario, deixar os trilhos longos entre os curtos e, tambem obviamente, descobri porque nao se faz isso: a emenda fica extremamente fragil, com pouca area de colagem e pouco apoio.


A solucao mais uma vez foi utilizar cavilhas, como apontado pela linhas verdes na imagem ahi da direita (clique para ampliar). Palitos nao me pareceu dariam as necessarias estrutura e rigidez e, num primeiro momento, pensei em tornear umas cavilhas mais grossas. Ahi tive um lampejo de sacacao (ou talvez preguica, hehe) e resolvi utilizar cavilhas de aco. Firmes, rijas, e facilmente encontraveis em inumeros diametros e comprimentos. Simplesmente, pregos com a cabeca cortada fora, hehehe...

Funcionou tri-bem!

Eventualmente, a passos de formiga acabei montando a caixa, (nao me lembro quem disse, coberto de razao, que relogios sao uma ou mais caixas empilhadas e decoradas), sem maiores detalhes e ou invencionices, exceto umas decoracoes com parafusos. Fotografei hoje de manha, logo apos aplicar jimocupim:



Aproveitei entao que o velho ranzinza hoje esta de bom humor, ceu limpo, temperatura amena e umidade baixa, e quando o veneno secou apliquei uma demao geral de goma-laca como selador na caixa e montei o sistema de apoio para o mostrador.

Que e' onde estamos...


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Relogio I - feito!

(Como sempre, clicar nas imagens abre-as em maior definicao.)

Corrigidos basicamente com o uso de um estilete os defeitos mencionados na postagem anterior, nos cortes efetuados com a tupia, hora de efetuar a colagem da frente e da traseira do movel do relogio. Tratando-se obviamente de um projeto extremamente experimental, resolvi experimentar e efetuar as colagens das ripas utilizando... fita de dupla face VHB (very high bond) da 3M, que tem substrato de espuma de acrilico transparente.



Saber que essa fita de altissima adesividade tem sido usada mundo afora inclusive para colagem de vidros externos em arranha-ceus de centos andares e outros usos igualmente de alta exigencia, a conveniencia de uma colagem sem necessitar lambusos, grampos e espera por secar, tudo isso associado ao fato de a colagem final — em funcao das caracteristicas do substrato da fita — apresentar sempre uma certa flexibilidade, foram os determinantes da opcao. Barbadinha: colar a fita nos rasgos, remover o plastico verde, juntar as pecas e... pronto!

Traseira e frente montadas...









Facil demais, claro, e imaginei a Implicancia Natural das Coisas nao ia deixar tudo assim tao barato!

Por via das duvidas eu resolvi aplicar nos cantos dos dois quadros, frente e fundos do movel, uns parafusinhos. So por seguranca, voces sabem como e'. Testei tudo, tudo bem colado, apenas uma leve mobilidade como esperado quando forcando os quadros para os lados, para fora do esquadro.

Para evitar que em funcao das muitas manipulacoes necessarias no resto da montagem a madeira acabasse se sujando, resolvi dar uma lixada nas pecas e aplicar umas duas demaos de goma-laca como selador/protetor.

Batata!

Foi aplicar a laca e constatar que o alcool e' solvente do adesivo da fita VHB; os quadros que estavam bem firmezinhos, logo apos a aplicacao da goma-laca ficaram todos guenzos, parecia que estavam colados com gelatina. Droga! Que fazer? Desmontar tudo? Sabendo o quao dificil e' remover aquela fita, iria levar um tempao e muito provavelmente varias das ripinhas iam acabar se quebrando no processo; bem provavel que fosse levar menos tempo cortar todas as pecas de novo. De todo modo, quando a laca secou, o alcool evaporou, a cola pegou de novo. Nao tao firme, me pareceu, mas nao estava mais a coisa molenga que estava logo depois da pintura.

Ocorreu-me fixar as emendas, sem remover as fitas, aplicando parafusos em todas. Mas ia ficar horrivel, pensei. Eu nao tenho nada contra parafusos e nao raro ate os emprego como enfeites, mas aquelas ripinhas finas tapadas de parafusos ia ficar parecendo um troco saido de livro do Frankenstein. Mas...

Para ahi! Se nao parafusos, quem sabe cavilhas? Fiz um teste e... funcionou. Furinho de 2,5mm, bastante cola e, como cavilha... palito de dentes!

Resultou um belo metodo. Tao bom que acabei empregando a 'tecnica' em praticamente todas as inumeras juncoes que se seguiram — como imagino possa ser visto ahi na foto `a direita e, reparando bem, em todas as demais fotos desta postagem.

A partir dai fiz uma base onde apoiar a frente e a traseira do movel, fixadas no esquadro com grampos, e utilizei as ripinhas para uni-las, tudo fixado com cola PVA e, claro, palitos. No topo, uma colagem de um desdobro em 'livro aberto' do que sobrara da prancha de onde cortei as ripinhas. Adicionados uns restinhos de maracatiara para fazer um grau, e estava pronta a estrutura do movel.

Feitas e secas todas as colagens, lixa grossa, lixa media, lixa fina e aplicacao de goma-laca a pincel.

Obviamente goma-laca a pincel nao da o mesmo acabamento delicado que se consegue com boneca, mas vamos combinar que usar boneca nesse movel e' uma forma das mais crueis de tortura chinesa — embora eu fique imaginando que aplicar cera e tentar lustrar possivelmente fosse ainda pior, hehe.

De qualquer maneira, para o meu gosto pelo menos o resultado ficou ate bem aceitavel.


 Pronto o movel, colar uns numeros no mostrador, aparafusar a maquina no lugar, colocar o pendulo e os ponteiros e...

Eis ahi o meu primeiro relogio!


sábado, 14 de junho de 2014

Relogio I - engatinhando

Como mencionei na minha postagem anterior aqui neste batcanal, fiquei considerando eventualmente construir de um novo gabinete para meu recem chegado relogio de chao. No sentido de acumular conhecimentos pertinentes a tal projeto pensei em comecar por uma tentativa de executar algo ultra simples nesse veio, para ir tirando a temperatura das pedras e espinhos do caminho...

Obviamente, iniciei por adquirir uma maquina a quartzo — barata, bem simplesinha mas com pendulo, hehe — para balizar os tamanhos. O engenho veio com ponteiros e um pendulo (ridiculo, mas um pendulo), e mais nada. Por obvio, o primeiro passo era construiur um dial, um mostrador para o futuro relogio.

A opcao foi pelo design mostrado ahi na foto `a esquerda, um circulo e uma coroa concentricos. O circulo marquei com um compasso seco e serrei na ticotico de bancada em compensado de 5mm; a coroa igualmente, mas em um resto de cedrinho de ~1,5cm de espessura. O circulo, dei acabamento com lixadeira; a  coroa, resolvi dar acabamento no torno. O cedrinho, muito pouco denso, nao resistiu e quebrou nos veios curtos, o ponto de menor resistencia:



Primeira licao aprendida, hehehe...


Acabei refazendo a coroa, dessa vez diretamente no torno e utilizando louro-gaucho. (O que, incidentalmente, acabou determinando a opcao por qual madeira utilizar no resto do projeto.)


O mostrador montado, suas medidas determinadas pelo comprimento dos ponteiros da maquina, hora de usa-lo para balizar um design para o relogio.

Utilizei um resto de prancha de louro-gaucho para cortar na serra de mesa uns sarrafinhos de secao quadrada, para a montagem de uma especie de 'gaiola'.


A vantagem dos sarrafos soltos foi possibilitar inumeras variedades de posicionamento, angulos, etc. A desvantagem, se isso for desvantagem, foi o consideravel consumo de tempo no avaliar as inumeras possibilidades.


Eventualmente, acabei me agradando de uma configuracao e ahi foi partir para dimensionar. Direto no projeto, claro, sem medidas, que medir diminui a precisao, hehehe...


A imagem ahi na esquerda mostra o que devera ser a frente do relogio, vista por tras, com os sarrafinhos ja todos cortados nas devidas medidas e configurados no formato que acabei decidindo empregar. (As tabuas de cedrinho `a esquerda e no topo da imagem, fixas `a bancada com grampos, formam um esquadro que emprego para justamente ajudar no esquadrejar pecas para montagens e colagens.)

Tendo entao estabelecido as posicoes das pecas, a proxima etapa foi abrir rasgos nas ripinhas transversais onde encaixar as longitudinais, o que resolvi fazer utilizando a tupia de mesa, pela facilidade e precisao para os cortes repetitivos.


Nao foi uma boa opcao!
Os cortes, de topo, resultaram em consideravel incidencia de esfacelamentos, fraturas e arrancamentos...

A serra de mesa com uma lamina adequada teria oferecido praticamente a mesma precisao e por certo resultados de muito melhor qualidade. Mas a preguica de refazer todo o setup em outra maquina acabou vencendo, e o servico foi feito mesmo na tupia. (As 'matacoes' naturalmente terao de ser corrigidas com lixas, e lixar e' algo que eu gritantemente detesto — o que so vem confirmar, licao que nunca se aprende, preguicoso acaba sempre trabalhando dobrado, hehe.)


De qualquer maneira, mesmo sem a correcao dos defeitos foi possivel fazer uma montagem seca da peca e ja ter-se uma ideia de como ficara a frente do relogio, como pode ser visto ahi na imagem `a direita.

Que e' onde estamos...

Obviamente, o que me tomou uma semana fazer poderia facilmente ser feito em meio dia. Mas muito mais do que fazer, esse tipo de lide consome tempo mesmo e' em pensar, na decisao do que fazer.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Intervalo

Um velho sonho...

Verdade que considerei construir um eu mesmo.

Quer dizer, construir o gabinete a partir de uma mecanica pronta. Mas infelizmente aqui em pindorama e' um projeto demasiado complicado e economicamente desastroso.

Dai que acabei ocupado nas ultimas semanas com tramites para conseguir um pronto, de um jeito que nao ficasse muito complicado e, principalmente, que fosse um investimento economicamente aceitavel. Acabei conseguindo — e agora ha inclusive a possibilidade de um dia, querendo, construir um outro gabinete e transferir o miolo desse, hehehe...


De todo modo, achei que ficou bonito, dominando a sala...


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Abajur "oriental" — aceso

Do estagio que se encontrava ate ficar pronto, muito pouca coisa fiz no abajur alem de colocar-lhe um topo e aplicar-lhe acabamento. Tudo obvio, nada interessante...

Ao meu ver, o importante em qualquer objeto funcional e' como exerce sua funcao. Entao, saltando todos os detalhes desinteressantissimos, a coisa funcionando:


E para encher linguica mais umas imagens, as duas primeiras do abajur encerado mas ainda nao polido, e por ultimo a peca no lugar, mas apagada (clique nas imagens para maior resolucao)...