segunda-feira, 7 de abril de 2014

Aprender copiando... 2

Naturalmente, o projeto da mesinha 'copiada' tinha de iniciar por aparelhar e dimensionar as madeiras. Como consegui obter duas madeiras que nunca havia utilizado antes — roxinho e maracatiara — foram as que resolvi empregar.



`A esquerda a maracatiara e `a direita o roxinho nas fotos; as pecas foram aparelhadas utilizando a serra de fita para desdobrar, e entao desempenadeira, desengrosso e serra de mesa.


As dimensoes foram determinadas no 'olhometro', hehe...



Os sarrafos de roxinho, os futuros pes da mesinha, receberam entao as primeiras modelagens.


Na serra de mesa, primeiro utilizando um dado blade set foram feitos os rebaixos escalonados da elevacao em dois lados adjacentes (os interiores) da parte inferior dos pes,





e entao os outros dois lados restantes (os exteriores) foram afunilados em direcao ao topo, utilizando uma lamina comum e um jig.



Adicionalmente, os 'degraus' formados entre os rebaixos na parte inferior dos pes foram, utilizando uma plaina manual, transformados em rampas a ~45°. A seguir, as taboinhas para formar a 'saia' da mesa foram dimensionadas, e selecionei e aparelhei um pedaco de louro gaucho para formar a estrutura do tampo quando for a hora. Todos reunidos na imagem abaixo:



O proximo passo foi marcar e, utilizando tupia inicialmente e entao formoes e serras manuais, cortar as furas e espigas para encaixar as 'saias' no topo dos pes, que e' onde estamos.

-- oOo --

O processo todo da construcao vem sendo extremamente demorado. As razoes, fundamentalmente porque o "como fazer" vai sendo desvendado na medida em que as coisas estao sendo feitas; como gosto, nao existe um projeto, apenas uma ideia que vai tomando corpo, e isso significa que cada passo tem de ser imaginado e analisado antes de ser posto em pratica.

E nisso — claro! — varias coisas dao errado, na pratica.

Nao pretendo aborrecer meus sete fieis leitores com uma tediosa lista de todos os incontaveis erros que cometi e ainda vou cometer no processo. Apenas aponto sao esses tantos erros, pelo menos na minha sempre desconsideravel opiniao, talvez o mais importante mecanismo no aprendizado, tanto do desenvolver-se um design, como do uso de diferentes ferramentas na execucao das montagens. A cada erro cometido, vem a licao de por que ocorreu, como evita-lo e, importantissimo, como corrigi-lo...

Alias, sempre que possivel prefiro, ao inves de refazer uma peca onde pratiquei uma besteira, tentar um conserto, e manter esse conserto como uma cicratiz de batalha, digamos, uma testemunha ajudando a manter mais viva a memoria da licao.

Como alias foi e e' o caso justamente da emenda retratada ali em cima. Se repararem bem (clicar as imagens abre uma pagina mostrando todas em alta resolucao), bem do lado da fura ha um reparo colado: em funcao de ter posto o lado errado da peca contra a guia da tupia, eu havia rasgado a fura errado, o que so constatei depois da cag, digo, do feito. Possivelmente levaria menos tempo e daria menos trabalho refazer o pe, mas preferi toda a encrenca de acertar e colar um 'bacalhau' para encher o buraco, depois de seco acertar tudo com serra e plaina manuais para entao voltar a cortar a fura, agora no lugar certo:

As setas apontam o 'reparo' colado para, literalmente, tapar o furo

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Aprender copiando... 1

Ja mencionei aqui em outra postagem minha apreciacao do estilo Arts&Crafts, especialmente das obras dos irmaos Greene, nao pouco por sua sutil introducao de um, digamos, marcado tempero oriental nos seus designs. Aprecio tanto que, como mencionei naquela postagem, adquiri um ebook para ver imagens dos belissimos moveis projetados pelos irmaos.

Obviamente, veio a comichao de (nem sequer sonhar com um original: nas raras oportunidades que alguma peca de Greene&Greene seja posta `a venda a concorrencia e' de museus para cima!) tentar copiar alguma coisa dos mestres — sendo os esforcos necessarios para a copia na minha sempre desconsideravel opiniao a mais eficiente forma de aprendizado. So que copiar Greene & Greene nao e' bolinho. Em compensacao poucas coisas na vida mais recompensantes do que cocar uma coceira, hehe...

Dai que, havendo conseguido umas pranchas de (boas) madeiras com que nunca ate hoje trabalhei e que ficam-me provocando a emprega-las, resolvi tentar a empreitada. Obviamente nao tenho intencao alguma de iniciar por algo tao complexo como a mesa da foto ahi acima; certamente muita areia para meu caminhaozinho. Com o que sai `a cata na Rede de alguma coisa mais compativel com meus assumidos limites e, gracas aos inestimaveis servicos do velho e sempre prestimoso tio Google, acabei encontrando essa mesinha:


A ideia, como de habito, nao e' tentar uma replica exata do movel mas utilizar a imagem como um padrao inspiracional, digamos, e ir introduzindo modificacoes, adendos, supressoes, ao sabor do que for indo acontecendo durante o desenvolver da encrenca. E ver que bicho que vai dar, no final.

Esperando, claro, que nao acabe tudo servindo de alimento ao grande reciclador...



domingo, 23 de março de 2014

Ferramentólatra - acao

Como, digamos assim, um acabamento para minhas postagens anteriores relato que, tendo chegado as baterias para a nova serra e com a colocacao de umas esponjas para manter tudo no lugar, a confeccao da caixa ficou completa:


E aproveito para contar que o primeiro uso da serra na 'oficina' (foi testada antes na poda de alguns galhos no jardim, hehe) foi nobre: cortar uns vigotes 5x5 de eucalipto, primeiro passo na cofeccao de parafusos de madeira para minha morsa de dois parafusos.

Em pirimeiro plano a serrinha e o vigote; atras os mordentes da morsa de dois parafusos

Decidi trocar os parafusos da morsa porque os parafusos originais haviam sido feitos em cedro-rosa e, esta sendo uma madeira muito macia, o fio das roscas havia cedido com a pressao dos apertos inclusive, em algumas operacoes demandando um aperto mais firme, dando 'escape' e afrouxando o arroxo.

Optei por utilizar entao madeira de eucalipto, por ser bem mais dura do que o cedro-rosa (e por ter varios vigotes disponiveis, sobra do conserto do telhado da casa). Na foto `a esquerda e na maior, abaixo, ve-se `a esquerda na imagem os dois parafusos velhos, no centro o parafuso de prova, sacrificial, que foi usado para calibrar a profundidade do corte da rosca, com a seta verde apontando uns defeitos da madeira (motivo da escolha desse fragmento para o sacrificio) e, `a direita, os parafusos novos com a adicao de uns regalitos apontados pelas setas vermelhas: um parafuso de maquina colocado e colado com epoxi na extremidade de cada manipulo — para poder utilizar uma parafusadeira com um soquete quando desejado girar os parafusos com mais pressa, hehe — e um furo passante nos manipulos para permitir apertos mais fortes, utilizando por exemplo uma chave de parafuso, quando necessaria forca maior no aperto.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Ferramentólatra - a caixa

(Como sempre, clicar nas imagens abre versoes com maior resolucao.)

Como mencionei na postagem anterior, julguei estava na obrigacao de construir uma caixa onde alojar na sua bandeja premoldada a serrinha sabre, o recem-chegado e mais recente icone do meu altar de ferramentolatria. Sim, certo: tenho varias ferramentas mais nobres, mais caras e mais delicadas guardadas sem qualquer embalagem. Mas... fazer o que? Jogar fora a bandeja? Nao, nao, nem pensar. Sacrilegio! Pecado mortalissimo, imperdoavel.

Fazer a caixa, inescapavel obrigacao. E ponto.

No primeiro momento pensei fazer a caixa com compensado. Mas qual a graca? O que poderia aprender? Optei entao por utilizar sobras de madeira macica: reciclar a sucata e' sempre uma boa obra e nessa lida sempre ha o que aprender ou, no minimo, treinar. Catando entre os restos, encontrei um retalho de cedro-mara suficiente para fazer base e tampa da caixa, e um sarrafo de cedro-rosa para as laterais. O detalhe e' que ambos os cedros para executar-se o, mm, projeto, precisariam ser desdobrados, cortados ao meio na espessura. Como a ideia era aprender e nao havia nenhuma pressa, resolvi executar algo que so havia visto em videos: desdobrar as pecas na mao, utilizando um serrote ryoba, japones. Usei um graminho para marcar uma linha de metade da espessura em todos os lados da chapa de cedro-mara, e pus maos `a obra...

Um belo — e prolongado! — suador foi o custo, mas cortando e girando a chapa, cortando e girando, cortando e girando eventualmente consegui criar duas placas mais finas da placa mais grossa. Mas como, regra, sempre acontece quando se faz algo pela primeira vez e sem instrucao por alguem com experiencia, cometi alguns erros e como imagino possa ser visto na imagem abaixo o resultado apresentou algumas... mm, digamos... imperfeicoes.


Ficou um buraco de um lado (o direito, na foto acima) e um correspondente calombo do outro. Tudo bem, aprendi. E da proxima vez — se houver uma proxima vez! — ja sei o que fazer para evitar.

De todo modo, hora de aparelhar e dimensionar as chapas para fazer base e tampa da caixa. E ja que estava no embalo de ferramentas manuais, toquei em frente utilizando plainas de mao, uma scrub plane cortando na transversal dos veios para rebaixar o grosso e depois uma jack plane (a da foto), primeiro cortando nas diagonais dos veios e entao a favor dos veios para aplainar e deixar paralelas as faces largas das placas.

Outro suador!

Suei tanto que julguei a unica atitude nobre cabivel naquele momento era pausar tudo imediatamente e partir para uma reidratacao aguda. Com auxilio de umas long necks. E uns salgadinhos para parar de perder liquidos, por supuesto...

No outro dia, recuperado, hidratado, descansado, voltei para desdobrar o sarrafo de cedro-rosa. No entanto, considerei que repetir o processo com serrote e plainas manuais seria uma repeticao desnecessaria, tediosa. Para variar, so para variar, para treinar outras tecnicas, desenvolver o aprendizado, e tudo, e tal, desdobrei o sarrafo foi na serra de mesa mesmo, aplainei no desengrosso em duas passadas e dimensionei na serra de esquadria. Um tapa, dois toques, quando vi estava feito. E praticamente sem nem uma gota de suor! So um monte de poeira no ar, no corpo, nas roupas, mascara, oculos e tapa-ouvidos...

Ahi com a madeira toda aparelhada e dimensionada foi so rotina: montar a caixa, o unico regalito a colocacao de encaixes em cauda-de-andorinha nas laterais, envenenar tudo com cupinicida depois das — argh! — lixas, acabamento com oleo de linhaca e cera, dobradica, alca e a cereja do bolo: colocar a bandeja.




Colocada a serra e as laminas na bandeja dentro da caixa, agora so ficaram faltando as baterias.

Que vida, essa de hobista... Ta sempre faltando alguma coisa, hehehe.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Ferramentólatra - a encomenda

Pois a encomenda que mencionei ter feito na postagem anterior chegou, faz pouco. Veio incompleta, infelizmente...

Ha alguns anos o transporte de baterias de litio tem sido problematico, especialmente por via aerea. A confusao, imagino eu, iniciou-se quando alguns Boeing 787 apresentaram incendios a bordo e descobriu-se o fogo iniciara-se por certas baterias dos circuitos da aeronave, de litio, haverem-se incendiado por motivos cuja especificidade desconheco, mas provavelmente por sobrecarga. O fato e' que a partir dai as baterias de litio passaram a ser consideradas cargas perigosas e seu transporte e' hoje estritamente regulado.

Localizacao das baterias (de litio) nos Boeing 787 Dream Liners

O resultado e' inumeras industrias que produzem equipamentos que utilizam essas baterias, buscando contornar as restricoes de transporte passaram a embalar tais produtos SEM as baterias. E' o caso de inumeras maquinas sem fio utilizadas em marcenaria.

E, infelizmente, foi o caso da minha encomenda.

Um brinquedinho que quando lancado ha par de anos no Primeiro Mundo eu imaginei me poderia ser util, muito util, e coloquei na lista de desejos. Claro, como e' potencialmente util, muito util, ainda nao foi lancado aqui em pindorama — provavelmente porque a administracao do fabricante mantem continuado conluio com o velho Pedro na pratica de irritante e interminavel implicancia, so pode ser.

Trata-se de uma pequenina serra reciprocante, ou serra sabre, sem fio, da Bosch. Denominada PS60 nA Matriz, e GSA 10.8LI  no resto do mundo.


A minha, essa ahi acima e nas demais fotos, veio dA Matriz em uma caixa de papelao contendo a maquina, duas laminas, uma para madeira e outra para metal, e uma bandeja onde tudo cabe bem direitinho. E sem as baterias e sem carregador, que isso e' vendido `a parte, e nao pode viajar de aviao.


Por acaso (e sorte) eu tenho outras ferramentas que utilizam essas baterias, de tal forma que enquanto tento equacionar alguma maneira de conseguir trazer-lhe um par de baterias, o brinquedinho absolutamente nao vai ficar sem uso.

E entao, ja que a L-Boxx, o estojo 'oficial' nao veio, naturalmente vou ter de me submeter `a terrivel trabalheira de confeccionar uma caixa, um estojo onde alojar a mais recente joia devidamente acomodada em sua bandeja. Mas.. fazer o que? A vida de hobista e' mesmo um trabalhao sem fim, hehehe...


E e' isso.

Quando houver, conto novidades.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ferramentólatra

Ferramentolatra querendo dizer adorador de ferramentas. Sim, sou!

E' meu mais antigo amor. Afinal, literalmente nasci e me criei entre maquinas e ferramentas, e o passar dos anos em nada arrefeceu essa paixao de infancia. Pelo contrario, o tempo so a fez fermentar. Ha mesmo quem diga a principal razao de ser, dessa coisa de eu brincar de marceneiro, e' para poder acumular ferramentas...

Bueno, faz muito tempo eu desisti de tentar esmiucar, analisar os meus motivos. Muito mais simples e proveitoso tratar de desfrutar meus gostos do que tentar entende-los, hehe. Gosto, sempre gostei de mexer com madeiras, e se isso ainda tem o bonus de justificar a compra e o uso de ferramentas, boa — e pouco se me da uma coisa tenha ou nao a ver com a outra coisa.

Mas por muito ardor houvesse nessa paixao de ter, lidar, conservar ferramentas, sempre houve tambem criterio: Por diversas razoes (inclusive economica$, claro) nunca adquiri uma ferramenta para a qual nao tivesse uso. E se constato alguma maquina ou ferramenta minha por algum motivo esta jogada, criando po, sem uso, em geral trato de encontrar quem saiba, queira e possa usa-la. E' essa a regra.

Mas toda a regra tem excecoes. Em primeiro lugar ha ferramentas que ganhei — e presente, aceito, nao se da nem se vende. Mas, devo confessar, ha tambem algumas ferramentazinhas que adquiri por variados motivos mas tambem por boa dose de pura cobica e que na verdade usei algumas vezes para ver como funcionavam e, embora pouco ou nenhum uso tenha encontrado para elas no dia-a-dia, acabei me apegando. Exata meia duzia. Essas ahi abaixo:




Compasso para cartas maritmas, da Royal Navy,
replica Made in India
Pontas de cintel (em ingles, trammel); adaptam-se em uma regua
para formar um compasso de tracar largos circulos
Miniatura de guilherme de metal da Veritas

Posicionador de ponto de centro, com
precisao submilimetrica

Retificador para rebolos diamantado

Morsa manual para pecas minusculas


Falar em morsa de mao, desde onde a memoria alcanca nutro um amor muito especial pela Starrett 86, essa ahi abaixo:

Como tentacoes estao sempre esperando uma brecha para intrometer-se nas nossas vidas, amigo meu conhecedor dessa minha antiga paixao e ora perambulando la pelA Matriz ofereceu-se para me trazer uma dessas.

Pensei, pensei... 

Em primeiro lugar, a verdade e' que nao tenho qualquer necessidade dessa maravilha, e assim fica contrariada minha regra basica de aquisicao de ferramentas. Ainda por cima o brinquedinho custa, la, ao redor de 250 alfaces. E eu acho que tenho melhor uso para essa grana.

Alias, nao acho. Tenho certeza.
Tanta certeza mesmo que acabei foi encomendando uma s... Mas nao!

Voces, meus sete fieis leitores, vao ter que ter paciencia e esperar o brinquedinho chegar.

Ahi — esta feita a promessa — eu conto tudo para voces. Aqui nesse batcanal...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Fechando uma porta - IV

Fevereiro vai chegando ao fim e ao fim tambem vai chegando a minha lide com a tal porta...

Acabei fazendo tambem a esquadria — e acho que estou vacinado contra obras de carpintaria: o tamanho e o peso nao combinam, nem com o meu maquinario e ferramentas, nem com o meu gosto de trabalhar sozinho; mesmo quando o peso fica dentro dos limites que minhas costas impoem, o comprimento das pecas torna muito dificil manipula-las nas maquinas sem ajuda. E depois, e' puro trabalho, quase nada de aprendizado.

De qualquer modo, consegui uma auxiliar (por mera coincidencia a futura proprietaria da encrenca), aparelhei, dimensionei as pranchas para formar os caixilhos e entao cortei na serra de bancada os rebaixos para os batentes. Ahi foi so bolear o canto externo na tupia de mesa, lixar tudo (argh!@&4$) e aplicar acabamento com oleo de linhaca.




Para finalizar, um comentario rapido sobre a madeira utilizada, o cedro-mara. Uma curiosidade, digamos assim...

Alem de produzir uma serragem que parece pimenta, e das ardidas, obrigando inescapavelmente o uso de mascara protetora, esse lenho vem em duas variedades: uma mais clara, avermelhada, de veios retos, pouco densa, em tudo (exceto pelos efeitos no nariz e nas vias aereas) semelhante ao cedro-rosa; a outra bem mais densa, com veios tortuosos e nao raro invertidos, mais escura, lembrando bastante a itauba, como imagino se possa ver nessa imagem da porta ahi ao lado:



Da a nitida sensacao seriam duas essencias bem diferentes, embora a irritacao que a poeira de ambas produz seja identica. Mas, em um dos caixilhos da esquadria, pude constatar que ambas as variedades se misturam. A distincao das duas variedades e' muito mais gritante na madeira crua, mas eu esqueci de fotografar antes de aplicar o oleo de linhaca e as fotos que consegui obter nao mostram uma diferenca tao gritante como a que os olhos percebem. Mas talvez com um pouco de boa vontade seja possivel perceber na foto abaixo como o lenho da ripa do centro, na parte delimitada pelas linhas vermelhas, e' semelhante ao do da ripa `a direita (da variedade 'vermelha'), enquanto que o resto da ripa e' semelhante `a da esquerda (da variedade 'morena').