segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Doi nos dentes! - Epilogo

Recebi hoje a roda de tracao enviada pela Tormek.
Incidentalmente, tambem uma amostra do humor sueco...

Ao abrir o envelope alcochoado contendo a roda, notei tambem a presenca de uma carteirinha de plastico amarelo. Oba! Brinde...


No interior da carteira, para minha surpresa, uma cartela com 10 bandeids...


Mas que diabo?
Por que cargas d'agua me teriam mandado curativos?...

Ahi, fui olhar atras da carteira. La estava a explicacao:

(Cuide-se... Afiado com Tormek e' muito afiado!)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Doi nos dentes!

Nos outros, habitantes de pindorama e arredores, esses cafundos do terceiro mundo, acabamos nos acostumando com certas coisas, achando que e' o normal... Por exemplo, ha uns anos comprei pela Rede um microondas da Panasonic, pelas americanas.com. Quando fui ligar o forno, notei que faltava uma pecinha, o protetor da abertura do magnetron, para ser preciso. Reclama daqui, reclama dali, e a culpa era minha: ou eu tinha extraviado a peca, ou danificado e estava escondendo meu erro, ou coisa pior provavelmente. Mas a loja e a fabrica afirmavam que deles e' que nao era a culpa, a loja porque nao abriam as caixas, a fabrica porque o controle de qualidade nunca deixaria sair um produto com peca faltando. Resumindo a longa historia, tive de entrar na justica contra ambos, loja e fabrica, e apos quase um ano de litigios foi setenciado eu recebesse um forno novo, com garantia nova. Interessantemente, me informei na epoca do custo da tal peca que veio faltando, um retangulo de uns 6x10cm feito de uma substancia semelhante a papelao: R$16 !!

Pois e'... Agora, vejam voces o contraste com o Primeiro Mundo.
Meu afiador Tormek T-7 esses dias comecou a apresentar uns barulhos estranhos. Como a barulheira foi aumentando abri-lhe as entranhas e constatei a roda de tracao tinha rachado. Colei a coisa com superbonder e araldite e esta funcionando mas, e' claro, nao vai durar:




















A encrenca veio das Oropa e cheguei a pensar em mandar para ser consertada por la, na garantia. Mas pensei melhor e resolvi mandar um mail para a fabrica, na Suecia, relatando o problema e pedindo para comprar a peca — o que certamente envolveria muito menos complicacoes burocraticas e, portanto, acabaria sendo muito mais barato.

Nem 12 horas depois, recebo a resposta. Lastimam meu infortunio e estao me enviando a peca, a custo zero e com frete gratis.

Nenhuma pergunta.

Por um lado, fiquei felicissimo pelo inesperado presente de Natal.
Por outro, essa brutal dor nos dentes ao, outra vez, constatar inapelavelmente aqui somos mesmo cidadaos de terceira classe...

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011




Assim
como que
 do nada, um cara
 algo mais velho, algo
 mais barrigudo do que eu,
a cara coberta de alvas barbas, chegou
 aqui meio esbaforido, suando por todos os poros,
 as bochechas muito vermelhas, rindo de um jeito gozado...

 Reclamou que minha decoracao estava muito pobre, incompativel
 com a epoca do ano.  E notando talvez um desconforto de minha parte com
 a reprimenda, disse que tinha encontrado um enfeite que, com certeza, alegraria o ambiente.

 E, mais, alegraria a mim, por muito, muito tempo.


Vejam voces...



Grande velhinho!

Amanha mesmo vou afinar, digo, afiar os instrumentos...


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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Emenda Maloof — cortando `a mao

Nao surpreendentemente, as fresas de tupia que eu queria para cortar emendas Maloof constavam naquele vasto capitulo do catalogo das nossas firmas brasileiras.  O capitulo do "nao tem"!

Como isso se traduz em inevitavelmente havera uma consideravel demora ate eu poder dispor das tais fresas, ainda mais agora em epoca de festas de findiano, e como estava curioso em ver e avaliar a juncao que a emenda proporciona, resolvi cortar uma, `a mao...


Catei umas sucatas de madeira para o teste, e iniciei marcando no "assento" o corte primario do soquete Maloof, dimensionado para a "perna".
E' um teste, mas e' fundamental procurar a maior precisao possivel para as medidas e angulos, ainda mais que essa foi uma emenda propositadamente cortada muito, muito rasa.
Depois do corte primario, com serra, plaina e formao, ainda baseado nas dimensoes da "perna" medi e marquei, usando uma faca, os cortes para os rebaixos (que podem ser muito mais facilmente cortados com uma fresa de rabbeting, na tupia). As linhas de corte foram acentuadas com grafite, para melhorar a visibilidade.
E entao eis pronto o soquete Maloof. Todos os angulos e dimensoes foram cuidadosamente revisados pois este sera o lado "certo" da emenda, e nao mais sera alterado; todos os ajustes que venham a ser necessarios realizar ocorrerao no outro lado da emenda, o lado "de acertar".
Tirando a medida com um paquimetro no soquete ja cortado, transferi e fiz o primeiro corte na "perna".
Os cortes laterais no encaixe da "perna", marcados com faca a partir das dimensoes medidas no soquete e, aqui, acentuados direto com formao.
Os dois lados da ensambladura, no "assento" e na "perna" cortados e ajustados com a devida reciprocidade para uma emenda sem folgas. Tao sem folgas que para ser encaixada necessita fortes marteladas, com um malho ou um martelo de borracha.

Reparar como a "perna" foi levemente afilada para encaixar-se no soquete, propositadamente cortado uns poucos milimetros muito estreito.












A emenda, encaixada.

Reparar que apesar da emenda ser muito, muito rasa, sem cola e sem parafusos, ainda assim o encaixe se sustenta com suficiente estabilidade.














Se algum de meus seis fieis leitores tambem tiver a curiosidade de ver como funciona e como pode ser modificada essa emenda basica, e resolver experimentar cortar uma dessas na mao, adianto algumas observacoes pensando ajudar:

Lembre-se que cortar emendas e' facil, corta-las exatas nao e'. Que inicialmente o resultado fique torto, com folgas, etc., e' o esperado. Ha de haver uma necessaria familiarizacao com ferramentas e metodos ate se conseguir precisao, e isso so se consegue pondo a mao na massa. Continuadamente.

Procure sempre lancar as medidas para que os encaixes fiquem apertados. E' sempre possivel relaxar um encaixe apertado demais, mas se tiver folga a unica solucao realmente efetiva sera cortar de novo.

Nao tenha pressa! Como diria o Norm Abram, meca duas vezes antes de cortar.

Tenha clareza! Marque as linhas com nitidez e sinalize os lados. E' muito facil "embaralhar as ideias" no meio dos cortes.

Publique/comente/discuta seus resultados, dificuldades, erros, acertos, manhas, dicas, no Forum Madeira! Nao e' raro o obvio de um ser o misterio de outro...


domingo, 4 de dezembro de 2011

Emenda Maloof — o basico

Toda emenda deve sempre ser cortada da maneira mais exata possivel, idealmente sem qualquer folga. Por dois motivos, fundamentalmente: Primeiro para que nao ocorram angulacoes indesejaveis secundarias a um mau encosto das faces do encaixe. E entao, ainda mais fundamental, para que haja o minimo de cola entre as faces — pois como as modernas colas tem maior adesividade com a madeira do que consigo mesmo, quanto menos cola em uma emenda, mais intensa a adesao (razao por que se usa prensas, grampos, nas colagens: justamente para espremer fora o mais possivel da cola dos espacos nos encaixes).

Se esses principios se aplicam a quaisquer encaixes, no caso das emendas Maloof sao de todo indispensaveis: e' absolutamente necessario que essas emendas sejam angular e dimensionalmente absolutamente exatas, sem nenhuma tortuosidade, nenhuma folga. Isso porque da forma como se empregam essas emendas nao apenas sao, literalmente, fulcrais no posicionamento das partes — e portanto pequenos erros angulares inevitavelmente se traduzirao em assimetrias e desnivelamentos — como serao submetidas pelo uso do movel onde estao inseridas a elevadas e constantes pressoes e tracoes, de tal forma que assimetrias e desnivelamentos se traduzirao nao apenas em 'arranhoes' esteticos como quase certamente em riscos estruturais inaceitaveis levando inicialmente a mobilidade e eventualmente a falhas nas emendas.


Como mencionei na minha postagem anterior, nao tenho ainda nenhuma experiencia pratica com emendas Maloof. Tudo o que segue e' de segunda mao, foi obtido de pesquisas na Teia; nao tenho qualquer pretensao se trate da verdade escrita em pedra mas apenas um apanhado basico para encaminhar/facilitar o aprendizado da tecnica e, eventualmente, seu emprego em um movel compativel.

Pelo que se pode ver, e como seria de esperar, um bom numero de marceneiros dA Matriz copia, emula, imita o estilo de moveis de Sam Maloof, no que eles chamam de Maloof inspired furniture, ou, mobiliario inspirado em Maloof. Inescapavelmente emendas Maloof participam notavelmente na maioria desse mobiliario e, tambem inescapavelmente, ha variantes supostamente mais faceis de efetuar, mais efetivas, mais bonitas, etc., etc. (Ha inclusive quem venda kits para confeccao de variantes, como e' o caso de Scott Morrison, um dos mais afamados desses emuladores, que disponibiliza em seu site (por "miseros" U$159, mais frete) um kit para confeccao do que ele denominou Emenda Borboleta (Butterfly Joint™).)

Na verdade, como praticamente tudo que o mestre criou, a emenda Maloof (uma modificacao/adaptacao da emenda em espiga e fura) e' altamente eficiente e fundamentalmente simples.
E' perfeitamente possivel, sim, corta-la na mao, com ferramentas manuais, serras, plainas e formoes. Como no entanto e' um processo necessariamente repetitivo (havera no minimo 4 dessas emendas em uma cadeira, por exemplo, provavelmente mais, conforme a modelagem), e' um metodo que se beneficia de automatizacao, do uso de maquinas.


Vale comentar ainda que essas emendas podem ser modificadas, visando certos especificos resultados.
Por ora, para nao complicar pareceu-me mais apropriado iniciar o aprendizado pelo mais simples: uma ensambladura reta. Das diversas versoes que o titio Google me ofereceu, essas ilustracoes "emprestadas" do site Cedroswoodworking me pareceram adequadas para mostrar como fazer:



 O primeiro passo e' fazer o recorte para a porcao horizontal (assento) do encaixe.
 Cortar o Soquete Maloof usando uma fresa de rabbet em ambos os lados, superior e inferior, do recorte, formando uma espiga central.

Cortar o elemento vertical (perna) da emenda nas exatas dimensoes do soquete. Utilizar uma fresa de roundover com o mesmo raio de corte do bit de rabbet para arredondar os bordos ate um encaixe perfeito entre o topo do soquete e o topo da perna, como mostrado na imagem acima.
 Utilizar o Soquete Maloof ja cortado para medir e setar as alturas, superior e inferior, da fresa de rabbeting, para efetuar o corte no elemento vertical (perna).
Usando as alturas determinadas acima, cortar o elemento vertical da emenda com a fresa de rabbeting, iniciando sempre pela porcao inferior do corte.
Quanto menores as folgas, quanto mais justo o encaixe, melhor.














Alguns comentarios que talvez ajudem quem se dispor a tentar reproduzir essa emenda:
  • Como em qualquer procedimento de precisao deve-se escolher um lado para ser o certo, o outro para acertar (demonstradamente, tentar fazer ajustes nos dois lados e' receita certa para desandar a maionese). Na maioria dos casos, na pratica, sera melhor escolher como certo — o lado que uma vez cortado nao sera mais mexido — o lado horizontal, ou seja, o soquete no assento da cadeira, deixando o lado vertical, ou seja, a perna da cadeira, para receber todos os ajustes necessarios para um encaixe perfeito. Por isso, quando iniciar o procedimento cortando o encaixe no lado horizontal, e' bom assegurar-se meticulosamente os angulos estejam absolutamente retos, as superficies absolutamente planas. 
  • Para determinar sejam iguais os raios de corte da fresa de rabbeting e da fresa de roundover, o jeito mais facil e' ver suas especificacoes no catalogo/site do fabricante. Outro jeito e' na pratica: fazer os cortes em um retalho e ver se os raios coincidem.
  • E' melhor inicialmente dimensionar a peca vertical (perna) um tiquitinho maior que o encaixe recortado na horizontal (assento), para haver margem para correcoes, garantia de que nao havera folgas.
  • Teoricamente e' possivel fazer os cortes de tupia empregando uma tupia manual, sem utilizar mesa. Mas dado a necessidade de maxima precisao no encaixe, e' muitissimo recomendavel usar mesmo uma mesa, e onde possivel com guia.


Bueno, com ja tinha mencionando anteriormente, propus como desafio no Forum Madeira! a execucao desses encaixes. Quem quiser participar, mostrando seus resultados, discutindo modos e meios, facilitacoes, dificuldades, dicas, o que for, e' so postar (tem de estar inscrito no forum) no topico Tutorial, ou desafio... - Emendas Maloof.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Falando em desafios

Com a possivel excecao de lixar (e mesmo ahi aprecio muito os resultados, se deploro a monotonia dessa disciplina), acho que aprecio tudo o que se pratica em marcenaria. Uso de maquinas, uso de ferramentas manuais, improvisacao de ferramentas, criacao de jigs, o cheiro, as texturas, de algum jeito em tudo ha encantos, atrativos. Sem falar, claro, nos resultados, a transformacao de uma ideia em algo solido, capaz de cumprir uma funcao enquanto agrada o senso de estetica. Mas se gosto de praticamente tudo, operacoes com tupia e efetuar encaixes sao, para meu gosto, as cerejas do bolo, o plus non ultra, la creme da la creme...

Consequencia direta de meu gosto, aprecio nos artistas e artesaos da marcenaria justamente os que enfatizam o que mais aprecio na execucao de obras em ressonancia com meu conceito de belo e, por isso, minha predilecao pelas criacoes dos mestres japoneses e suas ultraprecisas, eficientissimas, intrincadas e belissimas ensambladuras (mesmo quando para todos os efeitos invisiveis na obra pronta, hehe) e, na moderna marcenaria ocidental, os mestres do norte da Europa, Finlandia, Noruega, Dinamarca, com suas linhas enxutas, fluentes, sensuais, em contraste com o arido "cubismo" que, em funcao do uso intensivo de paineis, parece contaminar tudo o que se constroi em madeira e amadeirados aqui por pindorama (excetuando, claro, as raras e honrosas excecoes).


Mas sabidamente as coisas sao travessas, implicantes, nao respeitam nunca as regras que criamos. Apreciadores de loiras acabam vivendo vida inteira com uma morena. Virtuoses do violao classico acabam mesmo no contrabaixo eletrico em banda pop. Bem assim, o marceneiro cujas criacoes mais aprecio na verdade nao teve nenhum contato, nem com a escola oriental, nem com os europeus do norte em seu aprendizado. Na verdade nao teve contato com ninguem, nenhuma escola, mas aprendeu sozinho `a custa de nada mais do que seguir o que lhe parecia ser adequado. Obviamente com o passar do tempo veio eventualmente a se informar e a adotar ensinamentos desse e daquele estilo aqui e ali em sua obra, mas suas criacoes foram sempre inconfundiveis, seu estilo unico.




Nao que seja a melhor ou a mais bela, penso eu, de suas criacoes. Mas a cadeira de balanco foi certamente o movel mais famoso ideado por Sam Maloof. Varias delas estao hoje adornando a casa de nomes muitissimo famosos, em diversos museus dA Matriz e de alguns outros paises, e seu preco no mercado hoje arranca em varias dezenas, quando nao centenas de milhares de dolares.

Mas o que me atrai mesmo nelas... sao as emendas! Ao contrario da maioria dos projetos, nao so nenhum esforco foi feito para oculta-las como, ao contrario, elas sao clara, nitidamente realcadas. E que emendas sao essas que ao contrario da maioria — que acabam enfraquecidas, afrouxadas pelo tempo e pelo inexoravel, inevitavel "trabalho" da madeira em se contrair e expandir — tiram proveito justamente desse interminavel 'trabalho' do lenho. Sao tao notaveis tais emendas que acabaram batizadas com o nome de seu criador: the Maloof joint, ou, a emenda Maloof.

Para quem nao conheca, nem as emendas, nem a cadeira, mas tenha curiosidade, apresento um link — http://thecraftsmanspath.com/?s=Sculpted%20Rocking%20Chair — (em ingles, como infeliz e quase sempre inescapavelmente e' a regra) onde um blogueiro dA Matriz relata, em varias postagens, de seu exercicio em emular o mestre. E de onde "emprestei" as imagens abaixo, evidenciando alguns aspectos de como sao efetuadas as emendas Maloof:





Na verdade aprecio tanto, acho tao inacreditavelmente bem boladas essas emendas que estou criando coragem para faze-las, emprega-las em um movel. Nao, nao em uma cadeira de balanco, pelo menos nao por ora, mas em um projeto um pouco menos complexo. Ja sai `a caca de madeiras apropriadas e de algumas ferramentas e acessorios que me parecem necessarios.

Se porventura algum de meus seis fieis leitores se interessar tambem em tentar aprender a construir e empregar essas emendas, pretendo apresentar a ideia como um Desafio no forum Madeira!, pensando em unir esforcos e, principalmente, ideias para a execucao da tecnica.

Vamos ver no que vai dar...

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Acabado

Encerrando enfim o tedioso, arrastado episodio da reforma das tres cadeiras, relato que o acabamento com goma laca e cera progrediu inteiramente dentro dos conformes, sem quaisquer imprevistos. As tres cadeiras finalmente abandonaram a 'oficina' e retornaram para o redor da mesa de jantar:


(Como da para reparar ainda restam duas cadeiras passiveis de serem reformadas para o novo design, mas pelo menos por ora nao tenho intencao de agredi-las: essa coisa de fazer varias pecas iguais realmente nao e' meu chao...)

Repito que, para quebrar um pouco a monotonia, pelo menos os danos ocasionados pelo traumatico desmonte que inflingi `as pobres cadeiras obviamente nao foram os mesmos para todas, e o processo de reparos teve de necessariamente ser individualizado. Utilizando tecnicas de cirurgia plastica e a sabedoria felina (cirurgioes plasticos procuram ocultar as cicatrizes colocando-as onde nao sao visiveis, e os gatos efetuam a conhecida manobra com areia depois da, mm, "obra") procurei na medida do possivel ocultar ou disfarcar os erros e defeitos. Sem querer aborrecer meus fieis seis leitores com riqueza de minucias de detalhezinhos inteiramente superfluos, apenas dois exemplos:


Alguns problemas infelizmente nao houve jeito de disfarcar e os reparos restaram absolutamente evidentes.




No entanto para a maioria dos danos houve alguma manobra possivel para reduzir-lhes ou ocultar totalmente a visibilidade. Por exemplo, no caso do encosto ahi `a direita, a lasca arrancada do pilar direito da cadeira foi reposta por uma 'invasao' do encosto, como pode ser notado pelo 'dente' que se formou na parte de baixo do encaixe da direita, que nao existe `a esquerda — nem, alias, em nenhuma das outras cadeiras.

Reparando bem, olhos criticos com toda a certeza nao terao quaisquer dificuldades em encontrar claras evidencias de varios defeitos em qualquer das cadeiras. Nao se discute. Mas para olhos leigos, desatentos aos detalhes, penso na maioria os disfarces ficaram ate efetivos. E depois, eu nao saberia fazer nada melhor, mesmo...

O mais importante, no entanto, e' que independente do visual a funcao certamente melhorou e o novo design resulta em muito mais conforto no uso das cadeiras.

E, vamos e convenhamos, nao sao exatamente os olhos os orgaos da nossa anatomia que devem julgar uma cadeira, nao e' mesmo?

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