Efetuado o rejunte do tampo com os azulejos, limpeza geral e nova aplicacao de oleo de tungue. Hora entao de instalar no tampo o misturador monocomando e a cuba. Ahi, um pequeno problema: Por alguma razao que nao alcanco, o misturador vem com rabichos fixos e as esperas em femea, sendo que todas as tomadas de agua da minha casa sao tambem femeas — o que levou a um passeio ate a ferragem para conseguir uns nipples macho-macho para arranjar os casamentos. Dai, um pouco de contorcionismo, e a coisa estava montada...
Estao previstas ainda mais umas tres ou quatro aplicacoes de oleo de tungue nos proximos tres ou quatro dias para uma boa impermeabilizacao da madeira, e entao duas demaos de cera. Uma das vantagens do acabamento com oleo/cera sendo justamente poder ser retocado a qualquer tempo sem maiores problemas.
O pinus recem colocado ficou bem mais claro do que o dos outros moveis do banheiro, mas nada que uns meses de exposicao `a luz nao acabe por homogeneizar.
E, pelo menos para os meus olhos, a peca nova combinou bem com o resto da 'mobilia'...
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quarta-feira, 11 de abril de 2018
terça-feira, 10 de abril de 2018
Pia no banheiro - II
Secas as colagens, o tampo da pia foi regularizado, plainado e lixado. Os bordos superiores foram boleados com tupia e foram abertos os dois furos de 1,25 pol. para o monocomando e a cuba. Os nos no pinus foram estabilizados com cianoacrilato.
Apos receber em todas as superficies lixa G120 com lixadeira rotoorbital e removida toda a poeira, foram aplicadas tres generosas demaos de oleo de tungue.
Isso feito, aproveitando as estruturas de sustentacao da antiga pia de marmore que eu removera, o tampo foi fixado `a parede, efetuadas correcoes na argamassa e colocada uma fila de tres azulejos para arrematar.
Todos, processos irritantemente lentos por ter-se de aguardar colas, massas, oleos, venham a cumprir os inescapaveis tempos de secagem.
Finalmente entao, mais uma vez, `a mao, lixa G220 em toda a superficie superior e mais uma aplicacao de oleo de tungue. Quando secar, rejuntes e iniciar a colocacao da hidraulica...
A seguir, uma bathora dessas, aqui neste batcanal.
Apos receber em todas as superficies lixa G120 com lixadeira rotoorbital e removida toda a poeira, foram aplicadas tres generosas demaos de oleo de tungue.
Isso feito, aproveitando as estruturas de sustentacao da antiga pia de marmore que eu removera, o tampo foi fixado `a parede, efetuadas correcoes na argamassa e colocada uma fila de tres azulejos para arrematar.
Todos, processos irritantemente lentos por ter-se de aguardar colas, massas, oleos, venham a cumprir os inescapaveis tempos de secagem.
Finalmente entao, mais uma vez, `a mao, lixa G220 em toda a superficie superior e mais uma aplicacao de oleo de tungue. Quando secar, rejuntes e iniciar a colocacao da hidraulica...
A seguir, uma bathora dessas, aqui neste batcanal.
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Pia no banheiro - I
Finalmente, uma pane ha tempos esperada, a torneira da pia do meu banheiro deu os doces; toda fechada e ainda deixava correr um filete continuo d'agua...
E por que nao houve medidas para tentar prevenir a pane ao inves de simplesmente espera-la? Bueno, tendo examinado a hidraulica das torneiras vi que nao havia acesso facil para um reparo, seria preciso no minimo remover a pia da parede. Entao, claro, a melhor solucao foi procrastinar, hehe. Ate o inevitavel. Mas ahi, mesmo removendo a pia da parede e desmontando a hidraulica, constatei as duas torneiras haviam recebido fixacao com massa epoxi e a unica maneira de remove-las seria serrando. Como nunca nutri maiores simpatias pela pia (que veio com a casa quando a comprei), optei entao por me livrar dela, substituindo-a por uma de madeira.
Nada muito rebuscado: um tampo, um misturador monocomando e uma cuba de apoio. O misturador achei logo, o tampo — dimensoes 880x~500x3cm para aproveitar os apoios ja existentes — iniciei hoje.
A coisa comecou pela escolha das essencias: Para manter uma certa coerencia com os moveis ja existentes no banheiro optei por imbuia e pinus. E entao foi partir para o aparelhamento das pecas, na desempenadeira, na serra circular de bancada e finalmente no desengrosso. Produzindo, como sempre, consideraveis volumes de serragem e maravalha...
Uma vez aparelhadas e dimensionadas as pecas com quatro lados retos, hora de acertar as emendas visando uma moldura com juncoes em meia esquadria cercando um bloco central de pinus. Obviamente, esse tipo de construcao exige, para um bom ajustamento das pecas, igualmente boa precisao nos dimensionamentos, especialmente nos angulos de 45°. Para isso foram cuidadosamente aferidos com esquadro de precisao os angulos, tanto da serra de esquadria, como da prancha de esquadrejar (esta, retratada ahi `a esquerda) e, igualmente, os angulos e distancias cortados nas pecas.
Isso feito, foi efetuada uma montagem seca do tampo para garantir ausencia total de surpresas desastrosas durante a colagem.
Tudo entao conferido e considerado aceitavel, foram aplicados biscoitos e efetuada a colagem empregando cola `a prova d'agua.
E nisso, no momento, e' onde ficamos...
E por que nao houve medidas para tentar prevenir a pane ao inves de simplesmente espera-la? Bueno, tendo examinado a hidraulica das torneiras vi que nao havia acesso facil para um reparo, seria preciso no minimo remover a pia da parede. Entao, claro, a melhor solucao foi procrastinar, hehe. Ate o inevitavel. Mas ahi, mesmo removendo a pia da parede e desmontando a hidraulica, constatei as duas torneiras haviam recebido fixacao com massa epoxi e a unica maneira de remove-las seria serrando. Como nunca nutri maiores simpatias pela pia (que veio com a casa quando a comprei), optei entao por me livrar dela, substituindo-a por uma de madeira.
Nada muito rebuscado: um tampo, um misturador monocomando e uma cuba de apoio. O misturador achei logo, o tampo — dimensoes 880x~500x3cm para aproveitar os apoios ja existentes — iniciei hoje.
A coisa comecou pela escolha das essencias: Para manter uma certa coerencia com os moveis ja existentes no banheiro optei por imbuia e pinus. E entao foi partir para o aparelhamento das pecas, na desempenadeira, na serra circular de bancada e finalmente no desengrosso. Produzindo, como sempre, consideraveis volumes de serragem e maravalha...
Uma vez aparelhadas e dimensionadas as pecas com quatro lados retos, hora de acertar as emendas visando uma moldura com juncoes em meia esquadria cercando um bloco central de pinus. Obviamente, esse tipo de construcao exige, para um bom ajustamento das pecas, igualmente boa precisao nos dimensionamentos, especialmente nos angulos de 45°. Para isso foram cuidadosamente aferidos com esquadro de precisao os angulos, tanto da serra de esquadria, como da prancha de esquadrejar (esta, retratada ahi `a esquerda) e, igualmente, os angulos e distancias cortados nas pecas.
Isso feito, foi efetuada uma montagem seca do tampo para garantir ausencia total de surpresas desastrosas durante a colagem.
Tudo entao conferido e considerado aceitavel, foram aplicados biscoitos e efetuada a colagem empregando cola `a prova d'agua.
E nisso, no momento, e' onde ficamos...
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
Xarope
Mais uma postagem morrinha, xarope, enfadonha, mas fazer o que? Embora o clima tenha melhorado e nao tenhamos tido mais chuvaradas como as das semanas passadas que inviabilizam totalmente qualquer lide na 'oficina', a umidade ainda permanece alta e no ceu tem praticamente sempre havido uma cobertura de nuvens por onde o sol so raramente espia. E sabidamente acabamentos e umidade sao coisas que nao dao boa mistura...
De todo modo consegui achar intervalos viaveis para ir aplicando meu acabamento 'padrao' na base do movel que estou construindo, mas o diabo e' que os tempos de secagem so podem ser alongados, nunca encurtados. E, obvio, enquanto estou envolvido com acabamentos nao posso fazer mais nada na oficina que produza poeiras — entao o desenvolvimento do, mm, segundo andar, a carcaca do movel, permaneceu estacionado.
Hoje finalmente, apesar das constantes escaramucas com o velho Pedro, consegui terminar um acabamento basico na base, incluindo o interior das gavetas, no meu entender suficiente para evitar que novos episodios diluvianos levem ao surgimento de fungos no movel. O acabamento nas areas visiveis da peca, depois do envenenamento ja narrado na chatissima postagem anterior, consistiu em tres demaos de oleo de tungue, aplicadas com pano as duas primeiras e com lixa G220 a terceira. Nova lixada leve quando o oleo secou, e ahi uma demao de goma-laca com pincel. Trocando o pincel por uma compressa de pano, o processo de leve lixar e aplicar laca foi repetido quatro vezes, ate a superficie dos lenhos apresentar-se aceitavelmente lisa e homogenea quando, embora ainda faltando bastante para o resultado final que pretendo, recobri tudo com uma demao de cera para proteger a laca.
O proximo passo e' retirar a base para dentro de casa e abrir espaco na 'oficina' para prosseguir com a construcao da carcaca.
Abaixo, duas imagens, para ilustrar o estado da coisa:
Mais para encher linguica do que por qualquer outra razao mais seria, hehe, alguns detalhes (como sempre, clique nas imagens para ve-las em maior resolucao):
E no mais, vamos ver como progride essa 'marcenaria de inverno', hehehe...
De todo modo consegui achar intervalos viaveis para ir aplicando meu acabamento 'padrao' na base do movel que estou construindo, mas o diabo e' que os tempos de secagem so podem ser alongados, nunca encurtados. E, obvio, enquanto estou envolvido com acabamentos nao posso fazer mais nada na oficina que produza poeiras — entao o desenvolvimento do, mm, segundo andar, a carcaca do movel, permaneceu estacionado.
Hoje finalmente, apesar das constantes escaramucas com o velho Pedro, consegui terminar um acabamento basico na base, incluindo o interior das gavetas, no meu entender suficiente para evitar que novos episodios diluvianos levem ao surgimento de fungos no movel. O acabamento nas areas visiveis da peca, depois do envenenamento ja narrado na chatissima postagem anterior, consistiu em tres demaos de oleo de tungue, aplicadas com pano as duas primeiras e com lixa G220 a terceira. Nova lixada leve quando o oleo secou, e ahi uma demao de goma-laca com pincel. Trocando o pincel por uma compressa de pano, o processo de leve lixar e aplicar laca foi repetido quatro vezes, ate a superficie dos lenhos apresentar-se aceitavelmente lisa e homogenea quando, embora ainda faltando bastante para o resultado final que pretendo, recobri tudo com uma demao de cera para proteger a laca.
O proximo passo e' retirar a base para dentro de casa e abrir espaco na 'oficina' para prosseguir com a construcao da carcaca.
Abaixo, duas imagens, para ilustrar o estado da coisa:
Mais para encher linguica do que por qualquer outra razao mais seria, hehe, alguns detalhes (como sempre, clique nas imagens para ve-las em maior resolucao):
![]() |
| Nenhum cuidado para esconder as emendas |
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| Pequenos defeitos foram deixados aparentes |
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| A 'nicada' na gaveta poderia ser corrigida com um ferro eletrico, eu sei... |
![]() |
| Essas manchas de cola cola branca nas bases dos pes eu ate tentei remover com raspilha... Nao consegui bom resultado :-( |
sábado, 25 de julho de 2015
Patinando
Definitivamente, quando as coisas dao para engrisilhar... engrisilham!
Com a base do movel que estou desenvolvendo completamente montada, passei a preparar as pecas para a carcaca que devera ficar sobre a base. Foi quando o velho Pedro deu uma primeira abridinha nas torneiras...
A umidade que se desencadeou tornou inviavel progredir com a preparacao das pecas. Um dos problemas que surgiram, e que mencionei em outra postagem, foi o rapido e intenso desenvolvimento de mofo nos compensados. Uma vez limpos com solucao de cloro/bicarbonato, o problema ahi era que simplesmente nao secavam. Resignado, apliquei uns grampos nos paineis ja colados para evitar empenamentos e resolvi aguardar o retorno do sol para continuar. Com o que o velho Pedro, implicante como sempre, optou foi por outra abridinha nas torneiras...
O resultado mais marcante nos trabalhos, dessa segunda leva de chuvas, foi os fundos de compensado das gavetas e diversos locais das pecas em tauari tambem mofarem. Intervi com cloro e bicarbonato e, como a promessa era de mais agua com apenas um domingo prometendo sol, projetei para esse domingo a aplicacao de venenos — contra mofo e, aproveitando, contra cupins — e, tanto quanto fosse possivel, uma preparacao de acabamentos visando evitar os problemas que viriam com a prometida nova leva de umidade.
O velho Pedro, aparentemente, ficou profundamente indignado. Durante as duas semanas seguintes ele resolveu abrir as torneiras mesmo. Quero dizer, ABRIR AS TORNEIRAS MESMO. Valores historicos, o maior volume de precipitacao registrado para o mes de julho na historia do Continente! Enchentes, calamidade por todos os lados, como fartamente documentado pela imprensa...
Ha tres dias as coisas melhoraram, a chuva amainou, o sol ate apareceu. Aproveitei para recobrir toda a base com duas demaos de oleo de tungue, nem tanto para iniciar o acabamento final, como para aumentar a protecao e poder enfim direcionar meus esforcos para a carcaca superior. Comeca a levar um certo jeito...
Comemorando a volta de tempo melhor e para usufruir do frio, fiz uma feijoada.
Nao devia!
Nao sei com quem o velho Pedro se mancomunou mas o fato e' que todos os convivas da feijoada passam muito bem. Exceto eu. Um piti gastrico `as ganhas me deixou a agua e liquidos e olhe la, ate hoje, e sem qualquer disposicao ou capacidade para fazer qualquer coisa mais que ficar sentado dormitando. A agua e liquidos continuo, mas pelo menos ja da para encarar o computador, hehe.
A ideia e' amanha comecar com uns solidos levezinhos, talvez, e talvez ir furungar alguma coisa na 'oficina'.
Se Pedro quiser, claro.
Com a base do movel que estou desenvolvendo completamente montada, passei a preparar as pecas para a carcaca que devera ficar sobre a base. Foi quando o velho Pedro deu uma primeira abridinha nas torneiras...
A umidade que se desencadeou tornou inviavel progredir com a preparacao das pecas. Um dos problemas que surgiram, e que mencionei em outra postagem, foi o rapido e intenso desenvolvimento de mofo nos compensados. Uma vez limpos com solucao de cloro/bicarbonato, o problema ahi era que simplesmente nao secavam. Resignado, apliquei uns grampos nos paineis ja colados para evitar empenamentos e resolvi aguardar o retorno do sol para continuar. Com o que o velho Pedro, implicante como sempre, optou foi por outra abridinha nas torneiras...
O resultado mais marcante nos trabalhos, dessa segunda leva de chuvas, foi os fundos de compensado das gavetas e diversos locais das pecas em tauari tambem mofarem. Intervi com cloro e bicarbonato e, como a promessa era de mais agua com apenas um domingo prometendo sol, projetei para esse domingo a aplicacao de venenos — contra mofo e, aproveitando, contra cupins — e, tanto quanto fosse possivel, uma preparacao de acabamentos visando evitar os problemas que viriam com a prometida nova leva de umidade.
Nas imagens acima, a base e as gavetas ja devidamente limpas, envenenadas, e secando
O velho Pedro, aparentemente, ficou profundamente indignado. Durante as duas semanas seguintes ele resolveu abrir as torneiras mesmo. Quero dizer, ABRIR AS TORNEIRAS MESMO. Valores historicos, o maior volume de precipitacao registrado para o mes de julho na historia do Continente! Enchentes, calamidade por todos os lados, como fartamente documentado pela imprensa...
Ha tres dias as coisas melhoraram, a chuva amainou, o sol ate apareceu. Aproveitei para recobrir toda a base com duas demaos de oleo de tungue, nem tanto para iniciar o acabamento final, como para aumentar a protecao e poder enfim direcionar meus esforcos para a carcaca superior. Comeca a levar um certo jeito...
Comemorando a volta de tempo melhor e para usufruir do frio, fiz uma feijoada.
Nao devia!
Nao sei com quem o velho Pedro se mancomunou mas o fato e' que todos os convivas da feijoada passam muito bem. Exceto eu. Um piti gastrico `as ganhas me deixou a agua e liquidos e olhe la, ate hoje, e sem qualquer disposicao ou capacidade para fazer qualquer coisa mais que ficar sentado dormitando. A agua e liquidos continuo, mas pelo menos ja da para encarar o computador, hehe.
A ideia e' amanha comecar com uns solidos levezinhos, talvez, e talvez ir furungar alguma coisa na 'oficina'.
Se Pedro quiser, claro.
domingo, 12 de julho de 2015
Crimes do Clima
Mais um capitulo dos crimes do clima (o primeiro, contei la no forum Madeira!) patrocinados por nosso sempre implicantissimo Patrono em sua estacao predileta...
Uma das consequencias inevitaveis do caracteristico clima do portinho, e nao apenas no inverno, e' que compensado (sim, mesmo o naval) exposto sem protecao de algum acabamento invariavelmente mofa, e mofa muito. Como imagino a imagem abaixo testemunhe:
Nao e' novidade nenhuma, e' corriqueiro, habitual. E, claro, ocorre com maior intensidade no inverno.
Mas tem remedio: a aplicacao da magica combinacao de bicarbonato e cloro de piscina dissolvidos em agua e borrifada, pincelada ou aplicada com pano nas areas afetadas pelos fungos cura o problema (como acho ate que ja relatei alhures, mas estou com preguica de pesquisar):
Ambas as chapas retratadas acima deverao ser utilizadas no movel que, a passos de minhoca manca, estou desenvolvendo. Ou, melhor, tentando desenvolver... O problema e' que o velho Pedro, assistindo minhas lutas contra o tempo, resolveu ajudar. Ao tempo, claro!
A umidade relativa por aqui que como tantas vezes ja mencionei vive ao redor de 80-90% o ano todo, nas ultimas semanas praticamente nunca baixa de 97%, e nao raro fica em 100%. Resultado? As chapas estao limpas de fungos, mas nao da para usa-las; ja foi uma semana, e nao secam.
E o coitadinho do movel, claro, precisa de intervalos longos de semanas para nao parecer que esta totalmente abandonado, hehe.
Eu ADORO esse veinho...
Uma das consequencias inevitaveis do caracteristico clima do portinho, e nao apenas no inverno, e' que compensado (sim, mesmo o naval) exposto sem protecao de algum acabamento invariavelmente mofa, e mofa muito. Como imagino a imagem abaixo testemunhe:
Nao e' novidade nenhuma, e' corriqueiro, habitual. E, claro, ocorre com maior intensidade no inverno.
Mas tem remedio: a aplicacao da magica combinacao de bicarbonato e cloro de piscina dissolvidos em agua e borrifada, pincelada ou aplicada com pano nas areas afetadas pelos fungos cura o problema (como acho ate que ja relatei alhures, mas estou com preguica de pesquisar):
![]() |
| Chapa bem mofada, uns 20 minutos apos a aplicacao de cloro e bicarbonato |
![]() |
| Chapa igualmente bem mofada, uma noite apos a aplicacao |
Ambas as chapas retratadas acima deverao ser utilizadas no movel que, a passos de minhoca manca, estou desenvolvendo. Ou, melhor, tentando desenvolver... O problema e' que o velho Pedro, assistindo minhas lutas contra o tempo, resolveu ajudar. Ao tempo, claro!
A umidade relativa por aqui que como tantas vezes ja mencionei vive ao redor de 80-90% o ano todo, nas ultimas semanas praticamente nunca baixa de 97%, e nao raro fica em 100%. Resultado? As chapas estao limpas de fungos, mas nao da para usa-las; ja foi uma semana, e nao secam.
E o coitadinho do movel, claro, precisa de intervalos longos de semanas para nao parecer que esta totalmente abandonado, hehe.
Eu ADORO esse veinho...
terça-feira, 2 de junho de 2015
O clamor dos cupins
Tendo limpado toda a 'oficina', lubrificado e protegido as maquinas, a intencao era — ja que o frio e a umidade intensa do inverno do portinho desaconselha no minimo, quando nao simplesmente impede, o pleno uso dos aparatos — limitar meu brincar com madeiras aos dias ensolarados e a coisas pequenas, preferencialmente passiveis de serem feitas com ferramentas manuais, sem envolver as maquinas maiores...
Aconteceu no entanto que, havendo solicitado uma arrumacao em regra no meu closet, fui chamado para constatar, e constatei, uma feroz infestacao por cupins envolvendo, amplamente, todo o madeirame (uso o termo em sentido amplo, pois a peca nao foi feita em madeira, mas de MDF).
A conclusao, apos o exame, foi o problema e' serio. Intratavel. Incontornavel. Em suma, a unica solucao possivel sera o fogo. E em funcao do comportamento dos cupins que usualmente iniciam suas revoadas infestantes com a chegada da primavera, por boa medida tudo recomenda pressa: as pranchas infestadas deverao ser todas removidas, do quarto, da casa, do terreno, no maximo ate o fim de setembro.
Obviamente, o conteudo do closet vai ficar. E precisara ser devidamente guardado.
Simultaneamente a profundas e prolongadas consideracoes sobre a logistica necessaria `a movimentacao do conteudo da peca condenada — das quais misericordiosamente vou poupar meus sete fieis leitores — conclui que reconstruir um outro closet seria uma desnecessidade, uma ma ideia. Mais pratico e, espero, talvez mais estetico ocupar o espaco a vagar com a remocao do, mm, movel planejado com uns armarios inventados...
Impulsionado por tal conclusao, embora obviamente sem abandonar minhas maquinacoes logisticas, simultaneamente iniciei consultas, `a Teia e ao travesseiro, contemplando possiveis novos ocupantes para o quarto...
Isso ahi acima e' o primeiro resultado da materializacao de ideias como plasmadas em um software de desenho no computador. Como usual, nao ha a menor certeza o produto real final mantenha fidelidade a esse design; afinal, a madeira tem voz e embora ja literalmente meio surdo eu tento escuta-la, hehe.
De qualquer modo, resolvi dar os primeiros passos da tao inesperada quanto inescapavel epopeia pelos pes do movel da esquerda. Ja cortei uns gabaritos de compensado 6mm na serra fita...
Vamos ver.
Qualquer bathora dessas. Aqui neste batcanal.
Aconteceu no entanto que, havendo solicitado uma arrumacao em regra no meu closet, fui chamado para constatar, e constatei, uma feroz infestacao por cupins envolvendo, amplamente, todo o madeirame (uso o termo em sentido amplo, pois a peca nao foi feita em madeira, mas de MDF).
A conclusao, apos o exame, foi o problema e' serio. Intratavel. Incontornavel. Em suma, a unica solucao possivel sera o fogo. E em funcao do comportamento dos cupins que usualmente iniciam suas revoadas infestantes com a chegada da primavera, por boa medida tudo recomenda pressa: as pranchas infestadas deverao ser todas removidas, do quarto, da casa, do terreno, no maximo ate o fim de setembro.
Obviamente, o conteudo do closet vai ficar. E precisara ser devidamente guardado.
Simultaneamente a profundas e prolongadas consideracoes sobre a logistica necessaria `a movimentacao do conteudo da peca condenada — das quais misericordiosamente vou poupar meus sete fieis leitores — conclui que reconstruir um outro closet seria uma desnecessidade, uma ma ideia. Mais pratico e, espero, talvez mais estetico ocupar o espaco a vagar com a remocao do, mm, movel planejado com uns armarios inventados...
Impulsionado por tal conclusao, embora obviamente sem abandonar minhas maquinacoes logisticas, simultaneamente iniciei consultas, `a Teia e ao travesseiro, contemplando possiveis novos ocupantes para o quarto...
Isso ahi acima e' o primeiro resultado da materializacao de ideias como plasmadas em um software de desenho no computador. Como usual, nao ha a menor certeza o produto real final mantenha fidelidade a esse design; afinal, a madeira tem voz e embora ja literalmente meio surdo eu tento escuta-la, hehe.
De qualquer modo, resolvi dar os primeiros passos da tao inesperada quanto inescapavel epopeia pelos pes do movel da esquerda. Ja cortei uns gabaritos de compensado 6mm na serra fita...
Vamos ver.
Qualquer bathora dessas. Aqui neste batcanal.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Outra vez, o plano furou
Mais uma vez cai vitima do que tanto tem vitimado Brasilia: os fatos nao se moldaram aos meus planos.
Como eu relatara em postagem anterior, minha intencao depois da substituicao da 'torre dos cupins' na reforma da cozinha, era remover a parte curta do "L" do tampo da pia, construir um movel para armazenar seu conteudo e entao abordar o balcao principal da pia e construir algo para substitui-lo, preferivelmente sem sequer remover o tampo do lugar, para poupar trabalho.
Depois de algumas consideracoes taticas, efetuei a retirada do braco curto do tampo com alguma brutalidade, separando tudo, o inox e o movel sob ele, utilizando uma serra sabre. Ate ahi, seguindo o plano. Analisando o tampo do segmento removido no entanto, constatei dois problemas. Primeiro, o apoio colocado sob o inox era chapa de aglomerado e em alguns pontos este se encontrava algo 'afofado' e desgastado, com esfarelamentos na superficie em funcao de penetracao de umidade, o que evidentemente recomendava fosse trocado. E entao, o segundo problema, constatei que a troca seria um caso serio: as chapas do apoio em aglomerado estavam coladas ao metal com epoxi obviamente ultracurado, e as tentativas que efetuei de tentar separa-los invariavelmente resultaram em marcas claramente visiveis na superficie de inox do tampo.
Inspecionando entao o tampo do balcao principal da pia, onde estao as cubas, constatei os dois mesmos problemas la presentes. Com o que, parei tudo e efetuei uma dupla consulta ao travesseiro...
Conclui que a abordagem mais recomendavel seria remover o balcao todo, inclusive o topo, e entao reavaliar.
Foi o que fiz, e a imagem `a esquerda mostra o estado em que se encontrava a cozinha logo apos a remocao do balcao principal da pia, o chao sob ele ja varrido (havia ali volumosa quantidade de restos de alvenaria, evidenciando o capricho com que os operarios obraram), mas ainda nao lavado. O tampo foi entao transferido para a bancada da 'oficina' para avaliar providencias...
Examinando melhor os benditos tampo de inox e o, mm, subtampo de aglomerado, a constatacao inescapavel: aquele e' um casamento indissoluvel. E entao — ante a opcao de prospectar, comprar e montar um tampo e subtampo novos — resolvi foi tentar reparar o subtampo que tenho, no lugar onde se encontra. Nao e' coisa que eu ja tenha feito, ou visto fazer, ou que sequer eu tenha encontrado mencao em literatura ou na Teia.
Quer dizer... Maravilha!
Afinal, experimentar e' tudo o que um curioso como eu quer, hehehe.
Resolvi iniciar o processo de tentativa de 'ressureicao' do subtampo aplicando, com espatula, cola de formol-ureia nas areas afetadas pela umidade pensando em cessar o esfarelamento: essa cola e' bem liquida ao aplicar, portanto deve penetrar bem no aglomerado 'fofo', e ao curar gera um plastico rijo. Conforme a literatura (tenho pouquissima experiencia com o produto), a cura total da-se em seis dias, mas pode-se manusear em 24 horas...
E nisso estamos...
Agora, e' aguardar 24 bathoras, avaliar o resultado e ver quais serao os proximos passos. Ficando, obvio, a promessa — ou ameaca! — de a qualquer momento divulgar tudo, aqui nesse batcanal.
Como eu relatara em postagem anterior, minha intencao depois da substituicao da 'torre dos cupins' na reforma da cozinha, era remover a parte curta do "L" do tampo da pia, construir um movel para armazenar seu conteudo e entao abordar o balcao principal da pia e construir algo para substitui-lo, preferivelmente sem sequer remover o tampo do lugar, para poupar trabalho.
Depois de algumas consideracoes taticas, efetuei a retirada do braco curto do tampo com alguma brutalidade, separando tudo, o inox e o movel sob ele, utilizando uma serra sabre. Ate ahi, seguindo o plano. Analisando o tampo do segmento removido no entanto, constatei dois problemas. Primeiro, o apoio colocado sob o inox era chapa de aglomerado e em alguns pontos este se encontrava algo 'afofado' e desgastado, com esfarelamentos na superficie em funcao de penetracao de umidade, o que evidentemente recomendava fosse trocado. E entao, o segundo problema, constatei que a troca seria um caso serio: as chapas do apoio em aglomerado estavam coladas ao metal com epoxi obviamente ultracurado, e as tentativas que efetuei de tentar separa-los invariavelmente resultaram em marcas claramente visiveis na superficie de inox do tampo.
Inspecionando entao o tampo do balcao principal da pia, onde estao as cubas, constatei os dois mesmos problemas la presentes. Com o que, parei tudo e efetuei uma dupla consulta ao travesseiro...
Conclui que a abordagem mais recomendavel seria remover o balcao todo, inclusive o topo, e entao reavaliar.
Foi o que fiz, e a imagem `a esquerda mostra o estado em que se encontrava a cozinha logo apos a remocao do balcao principal da pia, o chao sob ele ja varrido (havia ali volumosa quantidade de restos de alvenaria, evidenciando o capricho com que os operarios obraram), mas ainda nao lavado. O tampo foi entao transferido para a bancada da 'oficina' para avaliar providencias...
Examinando melhor os benditos tampo de inox e o, mm, subtampo de aglomerado, a constatacao inescapavel: aquele e' um casamento indissoluvel. E entao — ante a opcao de prospectar, comprar e montar um tampo e subtampo novos — resolvi foi tentar reparar o subtampo que tenho, no lugar onde se encontra. Nao e' coisa que eu ja tenha feito, ou visto fazer, ou que sequer eu tenha encontrado mencao em literatura ou na Teia.
Quer dizer... Maravilha!
Afinal, experimentar e' tudo o que um curioso como eu quer, hehehe.
Resolvi iniciar o processo de tentativa de 'ressureicao' do subtampo aplicando, com espatula, cola de formol-ureia nas areas afetadas pela umidade pensando em cessar o esfarelamento: essa cola e' bem liquida ao aplicar, portanto deve penetrar bem no aglomerado 'fofo', e ao curar gera um plastico rijo. Conforme a literatura (tenho pouquissima experiencia com o produto), a cura total da-se em seis dias, mas pode-se manusear em 24 horas...
E nisso estamos...
Agora, e' aguardar 24 bathoras, avaliar o resultado e ver quais serao os proximos passos. Ficando, obvio, a promessa — ou ameaca! — de a qualquer momento divulgar tudo, aqui nesse batcanal.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Armario aereo para a cozinha — IV (carcaca quase concluida, ou, UM BAITA ERRO!)
Como diz o titulo desta postagem, o corpo, a carcaca do armario ficou quase pronta...
Em essencia a carcaca de um armario nada mais e' do que uma caixa, e esta nao faz excecao: quatro pranchas formam os lados, e ahi ha um fundo. O fundo foi cortado de uma chapa de compensado e encaixado no lugar a macetadas, bem justo, e entao fixado com umas poucas duzias de palitos de dente `a guisa de pregos. ...Como? Por que empreguei essa especifica tecnica? Nenhuma razao especial, so experimentacao, hehe.
Adicionalmente a caixa, ou o corpo do armario, recebeu duas tiras de madeira coladas em cada lateral. As da porcao anterior, para permitir utilizar-se parafusos mais grossos e longos quando forem ser colocadas as dobradicas, considerando que as portas sao excepecionalmente pesadas; as da parte de tras para fechar o espaco onde ficaram as madeiras que fixarao o movel `a parede. Fixacao essa que sera feita por um encaixe em faca (ou frances) bem no topo e, quase na base, uma barra de apoio, sem encaixe.
Tudo cortado, encaixado, acertado, dei inicio ao acabamento, lixando tudo.
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| As setas brancas apontam as laterais adicionadas, as setas amarelas o sistema de fixacao do movel |
Aplicacao das lixas completada, imagino meu separador de orelhas nao resistiu `a sobrecarga irritativa e deu um tilt. Sei la por que razao, o fato e' que terminada a lixacao decidi continuar os acabamentos... aplicando Jimo Cupim. Decisao estupida. Erro grosseiro.
Aparentemente eu simplesmente esqueci as prateleiras ainda precisavam receber seus apoios no interior do movel! E agora, quem e' que vai enfiar a cabeca dentro do movel exalando veneno?
Resumindo, achei melhor dar um tempo.
Para ventilar os pulmoes, recuperar as parcas funcoes do separador de orelhas e deixar o veneno evaporar.
Mil perdoes!
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Comecar de novo
Ultimo dia de ferias e a perspectiva de um ano que promete choro e ranger de dentes...
A contemplacao da barra pesada me leva a pensar ser muito melhor arranjar algo de util para fazer do que ficar sombriamente remoendo a azia de maus pensamentos.
Vai dai, penso que talvez esteja mais do que na hora de criar coragem e encarar os problemas da minha cozinha. Tipo "moveis planejados", construida de aglomerado revestido com formica e laminado de madeira, a mobilia da cozinha veio com a casa quando a comprei e embora ja bem 'gasta' e alojando uma bela colonia de cupins, o fato e' que me assusta um pouco meter a mao nessa colmeia, ate porque e' daquelas coisas que depois que se inicia nao ha como parar antes do fim. Mas trocar aquilo tudo por moveis de madeira de repente podera ser, alem de algo util, uma excelente oportunidade para exercitar a criatividade em design, tentando criar algo que nao siga o padrao dos catalogos — e muito provavelmente me envolver em uma atividade que vai-me ocupar o ano todo, sem ficar remoendo por que cargas d'agua eu devo contribuir para pagar um emprestimo que afinal foi feito com o meu dinheiro enq... Mas nao! Nao, nao, nao. Deixa pra la.
Resolvi iniciar a abordagem por essa parede. Construidas (na falta de melhor palavra) muito antes de eu sequer pensar em brincar com marcenaria, as prateleiras foram feitas com cortes de taboinhas de soalho de ipe, fixadas com maos-francesas compradas no supermercado. Mais simples impossivel, e tem la suas vantagens: facil de achar e facil de pegar o que se queira. Desvantagens tambem tem, claro, tao gritantes que nem precisa falar. Dai... pensei, imaginei, fui dar uma espiada em imagens na Teia buscando inspiracao, e tudo, e tal...
Resolvi comecar por um armario suspenso. E ate agora pelo menos, a unica coisa que esta definida no projeto e' o armario tera portas curvas. Bueno, se isso esta definido, entao maos `a obra.
Ate para reavivar a tecnica na minha memoria, optei por fazer as portas nos mesmos moldes das que tinha feito para um armario de canto que esta no meu banheiro e que, como relatei em postagem bem antiga aqui mesmo neste blog, me rendeu boas cervejas.
No armario do banheiro eu utilizei pinus e cedrinho. Para as portas do armario da cozinha resolvi usar muracatiara. Fiz uns desenhos em um software para ter ideia de dimensoes e angulos, concluindo as portas serao formadas, cada uma, por 4 ripas de 8cm de largura com os lados cortados em angulo de 5°. Isso acertado, serrei com ticotico manual dois pedacos de muracatiara na dimensao da altura das portas e iniciei por plainar uma face e um lado em esquadro, na desempenadeira. Apoiando a face plainada na mesa da serra de bancada, e o lado plainado na guia, cortei 4 ripas de 9cm de largura. As ripas foram entao para o desengrosso para igualar a espessura em todas e entao — cuidando de deixar bem marcada a sucessao dos cortes para poder acertar o encontro dos veios depois, na colagem — foram desdobradas ao meio, na serra fita. Isso feito, as agora oito taboinhas voltaram para o desengrosso para remover as marcas da serra fita e igualar as espessuras.
A essas alturas, estando as oito taboinhas com quatro lados aparelhados, paralelos e no esquadro, voltaram para serra de bancada para cortar um lado com 5° de inclinacao e, apos, com a guia da serra posicionada para um corte de 8cm, o outro lado foi igualmente cortado com a mesma inclinacao, resultando as taboinhas com uma seccao trapezoidal.
Cuidando de respeitar o posicionamento marcado para alinhar os veios, foram cortados respeitando o angulo as furas para posicionar quatro biscoitos em cada lado a ser unido, aplicados os biscoitos e cola, e as portas foram para os grampos.
Secas depois de 24h na prensa e com os bordos regularizados na serra de bancada, as folhas da porta ficaram assim (com um apoio embaixo no centro, claro, para ficarem na posicao):
Agora, vamos ver que carcaca as ira merecer...
domingo, 4 de maio de 2014
Mesa com curva — patinando
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| Os tres pes, no torno |
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| As pranchas para as saias retas, curando o epoxi |
Apos 24 horas nos grampos, constatei o epoxi nao havia sequer endurecido; permanecia nao liquido, mas borrachento. Esperei 48 horas e, a situacao nao se alterando, removi os grampos. Como eu temia, as laminas se separaram: a colagem havia falhado completamente, me levando `a constatacao obvia o epoxi deveria estar vencido.
Para evitar descartar as belas laminas de maracatiara, resolvi remover o epoxi molenga que havia restado raspando com espatula tudo o que pude, e apos lavei bem as taboinhas com thinner, esfregando bem, e deixei secar por 12 horas. Aparentemente, nem sinal de residuos de epoxi.
Assim, resolvi refazer a colagem utilizando epoxi novo. Reaplicada a cola, recolocada a laminacao na forma e reapertados os grampos, em 24 horas o epoxi estava duro e seco. Por via das duvidas aguardei fechar 48 horas e removi os grampos.

Como esperado e como imagino possa ser visto na foto `a esquerda (como sempre, clicar nas imagens abre versoes em maior resolucao), ao ser removida a compressao a laminacao livre apresentou um pequeno 'rebote', a curva cedendo uma pequena percentagem.
Mas o fato e' a laminacao estava com sua curvatura definitiva, resistindo bem a compressoes sem deformar.
Dispondo entao da laminacao, a peca-chave, utilizando como gabarito um esquadro feito com duas pranchas de madeira e um pedaco de compensado fino como 'tela', desenhei em escala 1:1 o posicionamento dos pes e da curvatura da saia anterior da mesa para fazer as marcacoes das posicoes e angulos para cortar as furas nos pes e as espigas nas saias, e para tracar a curvatura para o tampo.
Sucesso!
Ou... sera?
No dia seguinte, animado, para dimensionar a laminacao curva conforme o gabarito tracado fui serra-la. No entanto...
... constatei que durante a noite a colagem havia cedido em uma area da laminacao — o espaco situado entre as duas setas vermelhas nessa imagem ahi `a direita. Um exame mais detalhado, como se ve nas fotos abaixo, mostrou um abaulamento da area afetada, como se evidencia pela diferenca entre as larguras apontadas entre as linhas brancas e as linhas verdes, e claros descolamentos, sinais indiscutiveis a colagem havia falhado em alguns pontos.
Fracasso!
Fazer o que? Recomecar tudo, ne?...
Aproveitando no miolo as laminas de pinho que eu ja havia serrado, refiz a laminacao e tornei a prensa-la na forma com grampos. Dessa vez no entanto, ja mais familiarizado com o processo (lamentavel, essa familiaridade, hehe) resolvi empregar cola PVA.
48 horas depois, tinha dado tudo certo. A nova laminacao nao teve quaisquer problemas de colagem, a curvatura ficou identica `a da anterior, e pude dimensiona-la e cortar-lhe as espigas seguindo o gabarito sem sobressaltos.
A seguir, utilizando medidas derivadas das marcacoes no gabarito desenhado no compensado e das espigas, marquei e cortei as furas nos pes, utilizando um bedame e seguindo a tecnica ensinada por Mr. Paul Sellers. Alguns ajustes nas emendas com formoes, plainas block e shoulder, e — finalmente! — consegui chegar na primeira montagem seca.
Que e' onde — depois de quase duas semanas!, acredite quem quiser — estamos...
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