quinta-feira, 9 de abril de 2015

A pia ficou pronta

A pia cuja montagem foi o tema da postagem anterior ganhou portas para o 'armario', um 'corrimao' de tauari para resolver a irregularidade na extremidade direita, e um acabamento em pinho para cobrir a falha que restara na parede...


O 'armario' sob as cubas ganhou portas
Um 'corrimao' para cobrir as irregularidades que ficaram no tampo
O buraco que ficara na parede foi recoberto com uma tabua de pinho

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Com a conclusao das obras na pia, finalmente hora de dar uma limpada na 'oficina'. Isso porque, com a relativa pressa de ter a cozinha de volta `a sua funcionalidade, eu havia abandonado a pratica usual de guardar todas as ferramentas e limpar a sujeira ao final de cada dia e, para ganhar tempo, havia deixado tudo como estava de um dia para o outro, ou seja, ferramentas espalhadas e poeira, serragem e maravalha esparramadas por tudo.



So para dar uma ideia de como a coisa estava, a foto `a esquerda mostra os quatro sacos que resultaram da varrecao (os azuis mais claros sao de cem litros, o mais escuro de cinquenta). Os tres sacos agrupados mais `a direita estao cheios com serragem, poeira e maravalha, o isolado mais `a esquerda contendo cavacos, papelao, embalagens vazias, o resto do lixo acumulado em pouco mais de duas semanas brincando de marceneiro...



Tudo bem, nem tudo foi produzido pelas marcineiragens. Um pouco foi esse rapazinho ahi:


Esse criador de casos com pouco mais de dois meses de existencia nunca cansa de aprontar e, claro, gerar lixo sob inumeras formas...

Alias, a expressao meio constrita deve-se ao fato de ele haver conseguido escapar durante a noite e ter ido atacar os pratos da comida dos adultos. E, claro, ter pago o preco: uma bela diarreia.


... Eu `as vezes fico meio admirado da quantidade de coisas que a gente arranja para se incomodar, hehehe.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Funcionando!

(Clique nas imagens para ve-las em maior resolucao.)

A nova pia ficou pronta e esta funcionando, e deixem que lhes conte: que diferenca faz essa disponibilidade, hehehe...

Embora na postagem imediatamente anterior eu tenha afirmado todas as pecas da base da pia estavam prontas, na verdade ainda tive de cortar umas cantoneiras e duas travessas para os pes. No corte dessas travessas com pouco mais de dois metros de comprimento, aproveitei para registrar a utilidade das duas 'terceiras maos', apontadas com setas verdes na imagem `a esquerda...

Com enfim todas as pecas realmente disponiveis, levei o tampo de volta para a cozinha para a montagem, ja que havia medido e determinado nao seria possivel entrar na cozinha com a pia montada.

As duas saias foram fixas ao tampo, espremendo o 'armario' entre elas



Entao, foram colocados as pernas e pes, as cantoneiras e as travessas

As saias foram fixas no tampo com 'pocket screws', as cantoneiras e as pernas apoiadas em rebaixos e fixados com cola e parafusos nas saias e no 'armario', e por fim as travessas foram igualmente coladas e parafusadas `as pernas.

Com a base montada, apliquei duas fartas demaos de oleo de linhaca nas partes inferiores da base e consegui dois amigos para girar a pesada obra, coloca-la sobre os proprios pes.

A encrenca, com varios escorrimentos do oleo, finalmente de pe
Minhas preocupacoes naquelas alturas eram as dimensoes, se a pia iria se encaixar na parede onde devido e as irregularidades dos obreiros originais: um desnivel de 1cm entre os lados e ondulacoes no piso. Um pouco para minha surpresa (nao confio muito em medidas com trena) e para minha imensa satisfacao e, por que nao dizer, orgulho, a coisa se encaixou como uma luva. Verdade que pelas ondulacoes do piso foi inevitavel: sob tres dos pes foi preciso colocar calcos, fixados com cola. Finalmente, para fixar rigidamente a peca no lugar coloquei duas cantoneiras metalicas, uma sob o tampo `a direita, outra atras do pe esquerdo. Ficou uma rocha! Nao se move um milimetro e, comprovei, da para subir em cima.

As madeiras da parte de tras, contra a parede, foram todas pintadas com tinta epoxi; apliquei oleo de linhaca, duas demaos, e meia duzia de goma-laca no resto. Coloquei as tubulacoes de drenagem e a coisa esta funcionando nos conformes. Faltam os acabamentos, claro, portas para o 'armario' e os regalitos que, afinal, serao puro divertimento, hehe.

Mas a luta propriamente acabou, e adivinhem quem venceu?

As setas verdes apontam os calcos, as vermelhas as cantoneiras

domingo, 29 de março de 2015

Todas as pecas?


Iniciei a construcao da base para o 'ressucitado' tampo da pia da cozinha pela montagem de um armario que, fundamentalmente, ira conter as duas cubas e a canalizacao de esgoto. Utilizei basicamente pinho de reflorestamento e compensado naval de 15 e 10mm.

Com a carcaca colada, o passo seguinte foi fazer pes e pernas de apoio.

 Criei o formato dos pes em um programa de desenho, imprimi e colei o molde em um compensado de 4mm que foi entao recortado na serra fita e acabado com grosas e lixas. Esse gabarito foi usado entao para marcar os pes em uma prancha de pinus de 50mm, de onde foram cortados com serra fita e igualmente acabados com grosas e lixas.

As pernas foram aparelhadas de uma prancha de tauari de 35mm.



Nos pes, utilizando uma broca Forstner e formoes, foram abertas furas passantes e, na serra de bancada, foram cortados espigas nas pernas.




E entao, em pinho, cortei e montei as molduras de apoio ou, talvez melhor dizendo, as saias para o tampo.


E com isso, imagino, todas as pecas para a base estao feitas, faltando agora posicionar e montar o conjunto, com a devida atencao a dimensionamento, nivel, prumo, essas coisas...

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Talvez valha mencionar recebi, de um par de fieis leitores e de quem tem visto a coisa ao vivo, indagacoes quanto a por que essa base tem progredido tao lentamente...

Bueno; em primeiro lugar porque nao tenho a menor pressa, hehe. Estar sem pia na cozinha nao e' exatamente agradavel, mas tampouco e' inconveniente insuportavel. Depois, porque fazer as pecas, aparelhar, cortar, medir, montar, isso e' o mais rapido. O que mais demora e' determinar exatamente o que fazer. Eu nao tinha a menor ideia de que jeito teria nem como faria a base — como alias tampouco tenho a menor ideia do que ou como vou fazer o que vira depois de a pia estar recolocada. E esse, mm, processo criativo envolve optar entre inumeras possibilidades, analisar pros e contras disso e daquilo e, claro, muitas, prolongadas consultas ao travesseiro ate sedimentar uma decisao e partir para fazer serragem.

E, vale lembrar, o melhor e' nao ha qualquer garantia va ficar bom, hehe.

Ainda bem que o cliente e' paciencioso, tolerante e comprensivo...


segunda-feira, 23 de março de 2015

Tapando o furo

 A ideia de aplicar cola formol-ureia nas areas da superficie inferior do tampo da pia da cozinha que estavam-se esfarelando funcionou parcialmente. No entanto algumas areas nao ficaram suficientemente embebidas na cola, de forma que sobraram regioes ainda com superficie esfarelenta e a maioria das areas 'fofas' pelo embebimento com umidade permaneciam amolecidas...

Resolvi entao tentar uma outra tatica, e esta funcionou perfeitamente, tanto para amalgamar todos os farelinhos da superficie como para enrijecer os 'afofamentos': Apliquei duas generosas demaos, a primeira bem diluida para penetrar bem, de tinta epoxi. A lateral esquerda do tampo, muito menos afetada pela umidade, ficou recuperada quase cem porcento. A lateral direita necessitou inclusive reposicao de alguns segmentos do aglomerado que cairam durante a retirada do balcao — reposicao essa que devo confessar ficou longe, muito longe de algo realmente, mm, apresentavel...

(Clique nas imagens para ve-las em maior resolucao)

O tampo apos duas demaos de tinta epoxi
A porcao menos afetada pela umidade
O lado 'ruim'; no circulo vermelho a area
do aglomerado que necessitou ser 'reposta'


A parte reposta do aglomerado ficou nao apenas visualmente feia (algo totalmente secundario, ja que nunca sera visto quando a pia for recolocada) mas formando uma saliencia consideravel, o que certamente interferiria no apoio do tampo. Entre tantas possiveis, a solucao que optei foi afundar aquela parte a marteladas, visto o aglomerado ali estar bem menos denso e entao tornei a aplicar duas demaos de tinta epoxi para 'estabilizar' a coisa.

Como imagino a foto `a esquerda demonstra, continuou horrivel, hehe, mas definitivamente sem qualquer ressalto; pelo contrario um leve afundamento.

O passo seguinte foi, pensando em criar uma superficie relativamente homogenea onde o tampo vai-se apoiar, posicionar e fixar umas tiras de compensado de 4mm sob o tampo, nas areas onde ocorrera tal apoio. As tiras foram fixadas com cola expansiva de poliuretano e 'clampeadas' com parafusos, a maioria dos quais sera removida, e cortadas suficientemente largas para oferecer margem de manobra para as taboas de pinho que irao formar a base de apoio.



Com o que dei o tampo por 'ressucitado', hehe. Agora, iniciar a construcao da base...




quarta-feira, 18 de março de 2015

Outra vez, o plano furou

Mais uma vez cai vitima do que tanto tem vitimado Brasilia: os fatos nao se moldaram aos meus planos.

Como eu relatara em postagem anterior, minha intencao depois da substituicao da 'torre dos cupins'  na reforma da cozinha, era remover a parte curta do "L" do tampo da pia, construir um movel para armazenar seu conteudo e entao abordar o balcao principal da pia e construir algo para substitui-lo, preferivelmente sem sequer remover o tampo do lugar, para poupar trabalho.

Depois de algumas consideracoes taticas, efetuei a retirada do braco curto do tampo com alguma brutalidade, separando tudo, o inox e o movel sob ele, utilizando uma serra sabre. Ate ahi, seguindo o plano. Analisando o tampo do segmento removido no entanto, constatei dois problemas. Primeiro, o apoio colocado sob o inox era chapa de aglomerado e em alguns pontos este se encontrava algo 'afofado' e desgastado, com esfarelamentos na superficie em funcao de penetracao de umidade, o que evidentemente recomendava fosse trocado. E entao, o segundo problema, constatei que a troca seria um caso serio: as chapas do apoio em aglomerado estavam coladas ao metal com epoxi obviamente ultracurado, e as tentativas que efetuei de tentar separa-los invariavelmente resultaram em marcas claramente visiveis na superficie de inox do tampo.

Inspecionando entao o tampo do balcao principal da pia, onde estao as cubas, constatei os dois mesmos problemas la presentes. Com o que, parei tudo e efetuei uma dupla consulta ao travesseiro...

Conclui que a abordagem mais recomendavel seria remover o balcao todo, inclusive o topo, e entao reavaliar.

Foi o que fiz, e a imagem `a esquerda mostra o estado em que se encontrava a cozinha logo apos a remocao do balcao principal da pia, o chao sob ele ja varrido (havia ali volumosa quantidade de restos de alvenaria, evidenciando o capricho  com que os operarios obraram), mas ainda nao lavado. O tampo foi entao transferido para a bancada da 'oficina' para avaliar providencias...


Examinando melhor os benditos tampo de inox e o, mm, subtampo de aglomerado, a constatacao inescapavel: aquele e' um casamento indissoluvel. E entao — ante a opcao de prospectar, comprar e  montar um tampo e subtampo novos — resolvi foi tentar reparar o subtampo que tenho, no lugar onde se encontra. Nao e' coisa que eu ja tenha feito, ou visto fazer, ou que sequer eu tenha encontrado mencao em literatura ou na Teia.

Quer dizer... Maravilha!
Afinal, experimentar e' tudo o que um curioso como eu quer, hehehe.

Resolvi iniciar o processo de tentativa de 'ressureicao' do subtampo aplicando, com espatula, cola de formol-ureia nas areas afetadas pela umidade pensando em cessar o esfarelamento: essa cola e' bem liquida ao aplicar, portanto deve penetrar bem no aglomerado 'fofo', e ao curar gera um plastico rijo. Conforme a literatura (tenho pouquissima experiencia com o produto), a cura total da-se em seis dias, mas pode-se manusear em 24 horas...




E nisso estamos...

Agora, e' aguardar 24 bathoras, avaliar o resultado e ver quais serao os proximos passos. Ficando, obvio, a promessa — ou ameaca! — de a qualquer momento divulgar tudo, aqui nesse batcanal.



terça-feira, 10 de março de 2015

Armario e mesa no lugar, na cozinha

Cumprindo o programa, hehe, a 'coluna' de aglomerado e formica foi retirada e a 'vaga' ocupada com a mesa e o armario mencionados nas postagens anteriores...

 Para determinar uma posicao segura onde abrir os furos para fixacao das traves do encaixe em faca que sustenta o armario aereo foi empregado o detector de materiais igualmente mencionado em postagem anterior.



Como eu imaginei, a parede em questao esta repleta de canos de agua quente, fria, eletrodutos e canalizacao de gas, e o detector foi realmente instrumental em localizar areas livres para os furos, como talvez as imagens acima possam ilustrar...


Ainda em plena vigencia da, mm, bagunca instalativa, eis como ficaram mesa e armario nos seus lugares:


Agora, iniciar a bolacao para o design da proxima peca...

terça-feira, 3 de março de 2015

Portas superiores e detector


As portas superiores para o armario aereo foram 'projetadas' tirando as medidas  diretamente contra o movel e entao cortando pecas com boa margem nas dimensoes para, mm, montar o quebracabeca. Um 'metodo' obviamente algo demorado, mas tem a vantagem de nao precisar imaginar praticamente nada, hehe.

Apos decidida a configuracao basica, as pecas foram dimensionadas, os encaixes em espiga e fura foram cortados. Apos a montagem seca, as portas foram para a colagem, utilizando centro e topo como referencias de alinhamento.



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Enquanto isso,  o detetor de materiais mencionado na postagem imediatamente anterior finalmente chegou e, claro, foi devidamente testado. E aprovado.




Resta ver como ira se desempenhar quando empregado para de fato demarcar area para os furos...





Alheio a tudo isso, esse rapazinho sonha acordado... Talvez com criar dentes, hehe.