terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Limpeza de laminas de serras circulares, e outras

Ha algum tempo eu havia conseguido um frasco pequeno da formula 2050 da CMT, solucao de limpeza para serras circulares, fresas de tupia, etc., e havia ficado muito bem impressionado com a efetividade do produto. Problema no entanto, embora seu preco na origem seja ate bem razoavel, depois de processados frete, taxas e impostos a coisa fica muito, muito desagradavel. O que ocasionou eu fosse pesquisar na Rede qual o ingrediente ativo da coisa...

Nao demorou muito descobrir trata-se de butilglicol. Novas pesquisas mostraram esse solvente, hidrossoluvel e atoxico, e' muito, muito utilizado em multiplas aplicacoes de limpeza, tanto industrial como domestica. Alguns telefonemas e descobri consegue-se compra-lo em nosso mercado. Mas ha um porem, um severo porem: a menor embalagem de venda que encontrei foi 20 litros. Para usar na limpeza das serras a concentracao e' de 5%, ou seja, quantidade suficiente para preparar um absurdo volume final de 400 litros. Convenhamos...


Resolvi entao pesquisar quais produtos de limpeza vendidos no comercio utilizam butilglicol como componente basico. E foi ahi que eu acertei, em cheio. Nao apenas encontrei um produto, mas tratava-se inclusive de um produto de uso regular na minha casa, chamado Veja Cozinha (antigamente X-14).


Hoje entao, trocando uma serra circular de kerf normal por uma de kerf fino para desdobrar umas ripinhas que serao as portas do balcao que estou montando, resolvi testar o tal de Veja substituindo a formula 2050...


A serra, tendo sido usada por um longo periodo, estava encrustada, muito encrustada de resinas e residuos, mas o resultado com o produto do supermercado foi o mesmo da formula secreta italiana.




Apliquei a mesma tecnica: recobrir a serra, em ambos os lados, com uma generosa camada do produto e deixar ficar por uns 15 minutos. Entao escovacao intensa com uma escova de dentes em todas as superficies, enfase nos dentes e nos cortes da lamina. Mais 15 minutos e repetir a escovacao. Entao, secar a lamina com um pano seco, sem enxaguar (alegadamente a fina camada que sobra do produto inibe a ferrugem e ate retarda o acumulo de resinas quando a lamina voltar ao uso).


Dizer que fica como nova seria exagero mas, pelo contraste, da vontade.


Imagino utilizando-se uma escova de cerdas mais duras (latao, aco inox, etc.) seja possivel remover praticamente todos os residuos, mas o que sobra depois da escova de dentes, para o meu gosto pelo menos, nao justificaria o esforco.

Estupidamente, esqueci de fotografar a lamina antes da limpeza, mas talvez o resultado mostrado ahi nas fotos demonstre que muito pouco fica, e mesmo os intersticios dos finos cortes abertos na lamina restam livres de praticamente toda sujidade.

Como?

Nao, nao tenho patrocinio ou qualquer especie de interesse em nenhum dos produtos mencionados. Apenas pensei a tecnica poderia talvez interessar a algum de meus sete fieis leitores.



4 comentários:

  1. Muito boa a informação... Obrigado por compartilhar Dr. Paulo. As vezes quebramos a cabeça e a solução está bem perto.. Rs

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  2. Muito bom
    http://sermarceneiro.blogspot.com.br/2016/02/marceneiro-definicao-e-historia.html?showComment=1455215921650#c4976834737398331612

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  3. Olá Paulo, há algum tempo não tenho me dedicado em acompanhar os Blogs que gosto de acessar.
    Isso não pode ocorrer, pois "de cara" me deparo com a solução de um evento que muito me incomoda:
    Serras com cracas de resina! Vou testar imediatamente.
    Obrigado por compartilhar.
    Osvaldo Ururahy

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